Política

Petista pede apreensão do passaporte de Eduardo Bolsonaro e inclusão de Jair e Flávio em inquérito

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Lindbergh Farias solicita ao STF a apreensão do passaporte diplomático de Eduardo Bolsonaro e investigações sobre sua família.  |   Bnews - Divulgação Roberto Jayme / Ascom / TSE

Publicado em 14/07/2025, às 12h32 - Atualizado às 12h32   Cadastrado por Daniel Serrano



O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, encaminhou uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (13) em que pede a apreensão do passaporte diplomático do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) e que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) sejam incluídos na investigação que apura as práticas dele de coação e obstrução de Justiça. 

No documento, o petista volta a pedir a prisão preventiva de Eduardo, "com base em novos elementos de prova e no risco de fuga por residir no exterior, obstrução da justiça e articulação internacional contra o Estado de Direito". 

Lindbergh pede ainda que sejam adotadas medidas cautelares como a "proibição de contato com autoridades estrangeiras" e "a restrição de movimentações políticas, diplomáticas e territoriais" contra Eduardo Bolsonaro.

O petista também acusou Bolsonaro de endossar "a chantagem estrangeira, atribuiu as sanções de Trump à política externa brasileira e exigiu, em nota pública, que os Poderes da República 'ajam com urgência' para 'resgatar a normalidade institucional". Já sobre Flávio, Lindbergh cita uma entrevista concedida por ele à CNN que o senador disse que "a anistia ampla, geral e irrestrita" seria "o primeiro passo" para o fim do tarifaço.

Lindbergh solicitou que Jair e Flávio Bolsonaro sejam incluídos no inquérito que investiga a atuação de Eduardo nos EUA contra autoridades brasileiras. O caso passou a ser apurado em maio, após uma sinalização feita pelo secretário de Estado americano Marco Rubio sobre a aplicação de sanções contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes. 

"Não estamos diante de simples discursos. Estamos diante de uma estratégia de guerra híbrida, com traidores da pátria atuando dentro das instituições para deslegitimar o Judiciário, subordinar o Brasil a interesses internacionais e impedir a responsabilização penal de criminosos", escreveu Lindbergh ao anunciar o envio da petição ao Supremo pelo X.

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