Política

PF aponta fraude em projetos sociais para financiar filme sobre Bolsonaro com emendas de Mario Frias

Divulgação
PF aponta irregularidades em instituto ligado à produtora de 'Dark Horse'  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 11/09/2026, às 07h07



A PF (Polícia Federal) apontou que o ICB (Instituto Conhecer Brasil), ligado à produtora Karina da Gama, do filme “Dark Horse”, recebeu R$ 2 milhões em emendas do deputado Mario Frias (PL-SP) para projetos sociais com indícios de fraude e desvio de dinheiro público.

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

A investigação revelou que recursos públicos enviados por Mario Frias foram direcionados a iniciativas sem comprovação de execução e acabaram repassados à produtora do longa-metragem.

De acordo com a PF e a CGU (Controladoria-Geral da União), o instituto não comprovou capacidade operacional, subcontratou empresas e parte do dinheiro teria voltado à Go Up, ligada ao filme. A auditoria da CGU constatou orçamentos idênticos criados pela mesma pessoa e baixíssima visualização nas videoaulas oferecidas.

Um dos projetos foi o "Jovem Empreendedor", voltado ao letramento digital em Pirassununga (SP). Moradores e diretores de escolas municipais afirmaram não ter conhecimento sobre a iniciativa.

Outra iniciativa investigada é o "Lutando pela Vida", voltado a aulas de jiu-jítsu na mesma cidade, onde o ICB pagou R$ 457 mil a uma fornecedora de uniformes e tatames, mas o material não foi entregue.

Foram identificadas também irregularidades com a contratação do ex-assessor de Mario Frias, cadastrado como MEI pouco antes da assinatura do contrato. O controle de frequência dele foi preenchido pela própria equipe, sem a validação dos alunos.

Em decisão que liberou operação e tirou sigilo do caso, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o ICB e ANC (Academia Nacional de Cultura). Em resposta, Mario Frias classificou a operação como uma "cortina de fumaça em ano eleitoral" e defendeu a legalidade da destinação de suas emendas.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)