Política
A Polícia Federal (PF) investiga o direcionamento de recursos públicos para o filme "Dark Horse", que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, o envolvimento de verbas de emendas parlamentares do deputado Mario Frias (PL), no valor de R$ 1 milhão, e de contratos da Prefeitura de São Paulo, no valor de R$ 108 milhões, repassadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à proprietária da produtora responsável pela obra, a Go Up Entertainment, Karina Ferreira Gama.
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O ICB subcontratou a Dinâmica Editora e a Super Poder Educacional, e repassou as empresas R$ 700 mil, entre fevereiro e março do ano passado. Segundo as investigações, a Super Poder está registrada em um endereço onde funciona uma loja de vestidos de noiva em Guarulhos, São Paulo, conforme noticiou a Folha de S. Paulo. Além disso, os sócios das duas empresas possuem vínculos profissionais anteriores e um deles já responde por suspeita de fraude em licitações.
De acordo com a PF, o montante recebido pelas intermediárias foi repassado à Go Up por meio de outra empresa, a NTT Brasil, que pertence ao irmão da sócia da Super Poder. Entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, a NTT Brasil transferiu R$ 750 mil para a Go Up. Ao mesmo tempo, o deputado Mario Frias transferiu R$ 645 mil diretamente para a produtora, valor que os investigadores consideram incompatível com seus rendimentos mensais de R$ 44 mil.
Os áudios que mostram o senador e candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL) solicitando recursos para o banqueiro Daniel Vorcaro também é investigado. A PF apura ainda se parte das verbas desviadas foi enviada ao exterior para custear despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Procurados pela Folha, os investigados não se manifestaram.
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