Política
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, foi beneficiado com um empréstimo junto ao Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 3,1 milhões para ajudar na compra de uma mansão em Brasília que custou R$ 6 milhões. A Polícia Federal está investigando essa transação porque o empréstimo ocorreu com taxas de juros abaixo do mercado e do que é praticado pela própria instituição financeira. As informações são da jornalista Bela Megale, do Jornal O Globo.
Na época do financiamento, em 2021, Flávio foi beneficiado com uma taxa de juros de 3,71% ao ano, valor significativamente abaixo da média praticada pelo próprio BRB naquele ano, que girava em torno de 4,85%.
Para investigar as condições em que o negócio foi celebrado, a Polícia Federal tem se debruçado sobre os dados da auditoria independente contratada pelo próprio BRB. O foco das apurações é determinar em que circunstâncias se deu o benefício a Flávio Bolsonaro e se houve alteração ou flexibilização das regras do banco para favorecê-lo.
À época dos fatos, o senador disse ter uma renda mensal de R$ 56 mil e argumentou que tinha total capacidade financeira para arcar com as parcelas do financiamento, alegando que os recursos eram provenientes de seu salário no Senado Federal e de outras fontes complementares de renda. Embora o contrato inicial previa um prazo de 30 anos para a quitação do financiamento , o parlamentar quitou o valor total de R$ 3,1 milhões do empréstimo em apenas três anos.
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