Política

PGR aponta Bolsonaro como chefe de plano golpista; veja os crimes

Tânia Rego/ Agência Brasil
Parecer da PGR aponta ex-presidente como líder de organização criminosa que tentou golpe de Estado após as eleições de 2022  |   Bnews - Divulgação Tânia Rego/ Agência Brasil

Publicado em 15/07/2025, às 08h54   Rebeca Santos



A Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizou, na última segunda-feira (14), o pedido de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por cinco crimes ligados a uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.

O procurador-geral, Paulo Gonet, aponta Bolsonaro como líder de uma organização criminosa, formada por militares, integrantes do alto escalão do governo e membros da inteligência estatal.

O objetivo, segundo a acusação, era manter o ex-presidente no poder, mesmo após sua derrota nas urnas.

De acordo com o Ministério Público, Bolsonaro articulou a criação de uma minuta de decreto golpista, pressionou comandantes das Forças Armadas a aderirem a um rompimento institucional, incentivou a mobilização de apoiadores e usou a máquina pública para disseminar desinformação sobre o sistema eleitoral.

A PGR ainda aponta que Bolsonaro não apenas deixou de agir contra os ataques do 8 de janeiro, como também teria atuado para garantir apoio moral e logístico aos acampamentos golpistas e incentivado a insurreição contra o resultado das eleições.

A ação penal tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, e está em fase final. A expectativa é que o julgamento seja iniciado nos próximos meses.

Confira os principais crimes imputados a Bolsonaro:

  • Organização criminosa armada
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Tentativa de golpe de Estado
  • Dano qualificado ao patrimônio público
  • Deterioração de patrimônio tombado

E agora?

Com a conclusão das alegações finais da PGR, Moraes vai intimar o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator do esquema, a apresentar o seu memorial, também em 15 dias.

Em seguida, as defesas dos demais réus também terão 15 dias — simultâneos — para enviar suas alegações finais, pedindo ao Supremo a absolvição de seus clientes.

Com todas as manifestações apresentadas, o relator do caso poderá elaborar seu voto e liberar o processo para julgamento.

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