Política

PGR arquiva ação de Erika Hilton contra feminista que a chamou de homem

Reprodução/ Câmara dos Deputados e Isabella Cêpa – acervo pessoal
PGR pede arquivamento de processo movido por Erika Hilton contra Isabella Cêpa por transfobia  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Câmara dos Deputados e Isabella Cêpa – acervo pessoal
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 10/08/2025, às 08h30



O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu o arquivamento do processo que a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) moveu contra a influenciadora feminista e ativista Isabella Cêpa. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e tem a relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Em 2020, quando Hilton foi eleita vereadora pelo PSOL em São Paulo, Cêpa escreveu: “Decepcionada. Com as eleições dos vereadores, óbvio. Quer dizer, candidatas verdadeiramente feministas não foram eleitas. A mulher mais votada é homem”.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

A influenciadora vive atualmente em um país não identificado do Leste Europeu como asilada política. Segundo ela, o sigilo da sua localização é necessário por causa de ameaças de morte que sofre. 

Trâmite do processo

A denúncia inicial do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), passou pela Justiça Federal. O Ministério Público Federal (MPF) decidiu pelo arquivamento. Erika recorreu e foi derrotada. A Justiça Federal concordou com o arquivamento e a deputada recorreu ao STF.

“A conclusão (da Justiça Federal) foi pela atipicidade da conduta, não pela ausência de lei formal tipificando o crime específico de transfobia, mas pelo entendimento de que as declarações da investigada (Isabella) não ultrapassaram os limites legítimos da manifestação de pensamento e opinião”, escreveu o PGR na sua manifestação de 1º de agosto deste ano.

O que diz Erika Hilton

“É um parecer que, infelizmente, não coaduna com o que pretendeu o Supremo, com a decisão proferida na ação em que equipara o crime de homotransfobia ao racismo. Nossa ação e luta são contra a violência transfóbica. Vamos seguir em frente, já que foram adotados os mecanismos corretos para que a decisão do Supremo seja respeitada”, afirmou Erika em nota ao portal Metrópoles.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)