Política

PGR diz que Bolsonaro fez organização criminosa para garantir a continuidade dele no poder

Gustavo Moreno/SCO/STF
Para PGR, Bolsonaro comandou ativamente grupo que tinha como objetivo a continuidade do governo dele no poder  |   Bnews - Divulgação Gustavo Moreno/SCO/STF
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 25/03/2025, às 10h23



O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) organizou um grupo criminoso com o objetivo de tentar se manter no poder. Ele apresentou os argumentos contra os oito acusados do núcleo 1 da denúncia da tentativa de golpe de Estado em 2022.

“Durante as investigações foram encontrados manuscritos, arquivos digitais, planilhas e trocas de mensagens reveladores da marcha da ruptura da ordem democrática", disse o PGR.

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O núcleo é considerado o mais relevante por incluir os supostos líderes da organização criminosa, contando ainda com o ex-ministros Walter Braga Netto (Casa Civil), Anderson Torres (Justiça), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa). "A documentação encontrada nas ações policiais permite situar a data de 29 de julho de 2021 como aquela em que Jair Bolsonaro deu curso prático ao plano de insurreição", afirmou Gonet.

Na sua fala, o PGR ainda descreveu que a "responsabilidade pelos atos lesivos à ordem democrática recai sobre a organização criminosa liderada por Jair Messias Bolsonaro, baseada em projeto autoritário de poder".

Se a denúncia for recebida, o processo passará para uma segunda fase, em que os acusados se tornam réus em uma ação penal e a ser julgada posteriormente. Caso haja o recebimento, as partes ainda poderão apresentar recurso após a publicação do acórdão, para esclarecer pontos eventualmente contraditórios ou omissos na decisão. Por outro lado, se rejeitada a denúncia, o processo se extingue.

Veja a fala de Gonet:

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