Política

PGR se manifesta contra PF dentro da casa de Bolsonaro

Antonio Augusto/STF
Na avaliação do procurador Paulo Gonet, não há necessidade de aplicar “soluções mais gravosas” que a prisão domiciliar neste momento  |   Bnews - Divulgação Antonio Augusto/STF
Bruna Rocha e Héber Araújo

por Bruna Rocha e Héber Araújo

Publicado em 29/08/2025, às 13h54 - Atualizado às 14h33



A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu uma manifestação contra o reforço de policiamento dentro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã desta sexta-feira (29).

De acordo com o procurador Paulo Gonet, não há necessidade de aplicar "soluções mais gravosas" do que a prisão domiciliar neste momento. Gonet ainda apontou a necessidade de se manter a privacidade do ex-presidente e das pessoas que moram com ele. 

Observo que não se aponta situação crítica de segurança no interior da casa. Ao que se deduz, a preocupação se cingiria ao controle da área externa à casa, contida na parte descoberta, mas cercada do terreno, que confina com outros tantos de iguais características. Certamente, porém, que há se ponderar a expectativa de privacidade também nesses espaços", escreveu o procurador. 

De acordo com ele, a medidas cautelares já foram aplicadas contra o ex-presidente e, por isso, não recomenda a presença initerrupta de policiais dentro da residência do político. Entretanto, Gonet não se opós a presença de monitoramento reforçada na parte externa da casa. Só descartou a presença física continua dos agentes. 

"Esses agentes, porém, devem ter o seu acesso a essas áreas livre de obstrução, em caso de pressentida necessidade. O monitoramento visual não presencial, em tempo real e sem gravação, dessa área externa à casa contida no terreno cercado, também se apresenta como alternativa de cautela, segundo um prudente critério da Polícia, num juízo sobre a sua indispensabilidade", comletou. 

O procurador ainda reforçou que Bolsonaro já demonstrou relação próxima com políticos internacionais, citando ainda o período que o ex-presidente permaneceu na embaixada da Hungria, mas afirmou que as medidas solicitadas pela PF não se sustentam. 

O documento divulgado pela PGR conclui pedindo que o relator da trama golpista, ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, não autorize o pedido de monitoramento interno. 

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