Política

PL da Anistia abre brecha que pode ajudar o partido de Bolsonaro

Gustavo Moreno/STF
A proposta de anistia abrange crimes relacionados à litigância de má-fé, incluindo a multa imposta ao PL pelo TSE em 2022.  |   Bnews - Divulgação Gustavo Moreno/STF

Publicado em 23/04/2025, às 10h56 - Atualizado às 11h00   Redação



O projeto de lei que prevê anistiar os envolvidos nos atos golpistas do dia 8 de janeiro abre uma brecha para perdoar o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, de uma ação no  Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A informação é da coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo. 

Em 2022, o partido foi acionado no TSE por contestar o resultado das eleições presidenciais e foi multado pelo ministro Alexandre de Moraes, então presidente do TSE, em R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé (acionar a Justiça de forma irresponsável). A multa foi confirmada pelo plenário do TSE um mês depois.

De acordo com a publicação, o PL da Anistia defende que o perdão também abrange “crimes supostamente cometidos ao se ingressar em juízo e as consequentes condenações por litigância de má-fé em processos de cunho eleitoral relacionados ao pleito presidencial de 2022”.

À época, o PL disse ao TSE que os modelos das urnas eletrônicas usadas antes de 2020 não seriam passíveis de identificação individual, o que poderia  levar à anulação dos votos registrados nesses equipamentos. A fala está em um relatório que o PL encomendou ao Instituto Voto Legal (IVL), por R$ 1,1 milhão, pagos com recursos próprios da sigla, segundo o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.

Na justificativa, o autor do projeto, o deputado Vitor Hugo, defende que  a aprovação do projeto de lei seria um “gesto de pacificação”.

“Não é correto punir ou intimidar cidadãos no pleno exercício de seus direitos constitucionais de livre manifestação pacífica. Potencializar o caos que pode se seguir a decisões cada vez mais autocráticas e desrespeitosas quanto aos princípios básicos de nossa Constituição é empurrar a Nação para momentos ainda maiores de tensão, com consequências inimagináveis para nosso futuro”, escreveu.

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