Política
O Partido Liberal pagou R$ 600 mil em dinheiro público ao escritório do advogado Sérgio Henrique Cabral Sant’Ana, sócio do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Conforme informações publicados pelo site Intercept Brasil, os pagamentos, documentados em notas fiscais, transferências bancárias e relatórios de atividades, ocorreram ao longo de 2024. Foram cinco parcelas de R$ 80 mil, uma de R$ 160 mil e uma final de R$ 40 mil, todas com recursos do fundo partidário, o famoso “fundão”.
Sant’Ana recebeu os pagamentos por meio de uma sociedade individual de advocacia que compartilha endereço, telefone e domínios digitais com o Instituto Conservador-Liberal, associação fundada por ele em conjunto com Eduardo Bolsonaro.
Nos documentos, o PL indica que Sant’Ana teria prestado serviços de “assessoria jurídica” à bancada do partido na CPMI do 8 de Janeiro, à Liderança da Oposição e às comissões parlamentares de Constituição e Justiça e de Educação.
No mesmo período em que recebeu os pagamentos, Sant’Ana se envolveu diretamente com articulações internacionais da extrema direita, viajando para países como a Espanha e, claro, os Estados Unidos. A atuação lhe rendeu o apelido de “chanceler do bolsonarismo”.
Também enquanto ganhava R$ 50 mil mensais do PL – salário maior até que de Jair e Michelle Bolsonaro na sigla –, Sant’Ana esteve à frente da organização de mais um CPAC, a conferência global da extrema direita. As edições brasileiras são produzidas pelo Instituto Conservador-Liberal.
Questionado sobre os gastos, o PL não respondeu.
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