Política
Publicado em 16/05/2025, às 08h14 Rebeca Santos
O Palácio do Planalto mantém esforços para impedir a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigaria supostos descontos irregulares em aposentadorias do INSS.
No entanto, a estratégia do governo enfrenta resistências dentro da própria base aliada.
O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), declarou que estaria disposto a assinar o pedido de abertura da comissão.
Segundo assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a manifestação de Carvalho não foi acordada com o Planalto, sendo uma decisão pessoal do senador.
O governo argumenta que a CPMI poderia atrapalhar as investigações em andamento pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), já que a comissão teria acesso a informações sigilosas que, se divulgadas prematuramente, poderiam prejudicar as apurações.
Além disso, há preocupação com o desgaste político diante da exposição midiática que uma investigação parlamentar traria. Auxiliares de Lula avaliam que a declaração de Carvalho pode dificultar a pressão sobre outros partidos da base para que retirem apoio à CPMI.
Enquanto o líder petista no Senado afirmou que o PT "vai assinar, sim, essa CPI, e nós vamos investigar olhando todos os fatos e todas as pessoas", o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), sugeriu que as investigações podem revelar irregularidades do governo anterior. A divergência expõe tensões na articulação política em torno do tema.
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