Política

Polêmica da Ypê chega à tribuna da ALBA e deputado critica reação bolsonarista

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Angelo Almeida associa a polêmica à negação de medidas sanitárias durante a pandemia e defende a Anvisa  |   Bnews - Divulgação Reprodução / TV ALBA
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 12/05/2026, às 16h04



A polêmica envolvendo a suspensão de lotes de produtos da Ypê pela Anvisa repercutiu na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nesta terça-feira (12). Durante discurso na tribuna da Casa, o deputado estadual Angelo Almeida (PT) criticou a reação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro ao caso.

A controvérsia começou após a autarquia federal determinar o recolhimento e a suspensão da fabricação, comercialização e distribuição de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes produzidos em lotes com numeração final 1. Uma inspeção identificou falhas graves em etapas do processo produtivo, com risco de contaminação microbiológica nos produtos.

A decisão provocou repercussão nas redes sociais. Políticos, influenciadores e apoiadores da direita passaram a defender a empresa e a questionar a atuação da Anvisa, culpando o Governo Lula pela decisão. Alguns vídeos chegaram a mostrar pessoas ingerindo ou simulando ingestão de detergente da marca.

Na ALBA, Angelo Almeida associou o episódio ao comportamento de grupos que, segundo ele, também contestaram medidas sanitárias durante a pandemia da Covid-19.

“A onda bolsonarista ocupa a mente, infelizmente, de alguns colegas na Casa. Estamos vendo aí um dado muito triste, que é a extrema direita se voltando contra a Anvisa, porque tecnicamente apresentou dados para acender um alarme, já que um determinado produto de uma determinada empresa pode estar contaminado com uma bactéria”, afirmou o parlamentar.

Detergentes da Ypê de lotes com final 1 estão com venda suspensa. (Foto: Divulgação)

O deputado também criticou vídeos compartilhados nas redes sociais em defesa da marca. “Apareceu bolsonarista em rede social bebendo o produto para mostrar que o estudo da Anvisa não tem validade. São os mesmos que negaram a vacina. Ao subir essa tribuna, subo com responsabilidade”, declarou.

A Anvisa informou que a medida cautelar foi tomada após fiscalização realizada em conjunto com órgãos sanitários de São Paulo. O órgão apontou descumprimentos em sistemas de controle de qualidade e riscos relacionados às chamadas Boas Práticas de Fabricação. A orientação é para que consumidores suspendam o uso dos produtos afetados e procurem os canais de atendimento da empresa.

Em nota divulgada à imprensa, a Ypê afirmou que possui laudos e testes independentes que atestam a segurança dos produtos e disse confiar na reversão da decisão da Anvisa.

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