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Após sofrer queixa-crime de Neto, Aladilce fala em "cerceamento da atuação parlamentar"

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Por: BNews Por: Redação BNews 0comentários

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB), alvo de uma queixa-crime pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), caracterizou a denúncia, por meio de uma publicação no Instagram nesta quarta-feira (4), como uma tentativa de cerceamento da atuação parlamentar. 

Neto acusa a parlamentar de ter cometido crimes de calúnia e difamação ao publicar conteúdo sobre ele em uma rede social. A denúncia foi acolhida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), dando lugar a uma ação penal que tramita na 4ª Vara Criminal de Salvador.

"Qualquer tentativa de criminalizar uma vereadora por cobrar explicações públicas da administração municipal, se configura como uma forma de cercear a atuação parlamentar. Por isso, tenho a certeza de que a Câmara Municipal de Salvador sairá em defesa para preservar as prerrogativas dos vereadores e vereadoras", diz um trecho da postagem.

De acordo com a peça inicial, Aladilce publicou imagem de Neto no Facebook e afirmou que foram desviados R$ 10 milhões da saúde municipal. Na mesma postagem, segundo ele, a vereadora disse que havia um esquema de corrupção na Prefeitura de Salvador.

O juiz Anderson de Souza Bastos, da 4ª Vara Criminal, agendou, a pedido do MP-BA, audiência de conciliação para 9 de março de 2020. A equipe do BNews tentou contato com a vereadora Aladilce Souza no início da tarde desta terça-feira (3), mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Soube, através da imprensa, que o prefeito ACM Neto entrou na Justiça com uma queixa-crime de calúnia e difamação contra mim. Ainda não fui notificada oficialmente, por isso só irei comentar quando tiver acesso ao mérito da denúncia. Mas agradeço pelas inúmeras mensagens de carinho que venho recebendo desde ontem e aproveito para tranquilizar a todos e a todas já que o alvo da acusação contra mim teria sido o meu posicionamento em cobrar do prefeito uma explicação sobre a Operação Kepler, desencadeada pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria Geral da União, em março desse ano. Qualquer tentativa de criminalizar uma vereadora por cobrar explicações públicas da administração municipal, se configura como uma forma de cercear a atuação parlamentar. Por isso, tenho a certeza de que a Câmara Municipal de Salvador sairá em defesa para preservar as prerrogativas dos vereadores e vereadoras. Seguirei cumprindo com minhas obrigações, delegadas através de 7.572 votos. Não irei me intimidar. Não irão me calar!

Uma publicação compartilhada por Aladilce Souza (@aladilce.vereadora) em

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