Política

Político com nome de peso vira alvo da PF na Operação Overclean por envolvimento em esquema milionário

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A operação da PF investiga um esquema milionário que teria alterado licitações, desviado dinheiro federal  |   Bnews - Divulgação sinpfsp
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 31/10/2025, às 10h22



Um político com nome de peso na política nacional agora faz parte dos investigados pela Polícia Federal (PF) na oitava fase da Operação Overclean, iniciada nesta sexta-feira (31).

Segundo apuração da coluna Metrópoles, Luiz França, secretário nacional do Podemos, está entre os alvos das novas medidas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Reprodução/Instagram
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A operação investiga um esquema milionário que teria alterado licitações, desviado dinheiro federal, financiado campanhas eleitorais e lavado dinheiro através de contratos públicos em várias partes do Brasil.

Nessa nova etapa, a PF realizou cinco buscas e apreensões, além de bloquear valores do grupo, em locais no Distrito Federal (DF), São Paulo (SP), Palmas (TO) e Gurupi (TO).

Essa fase tem apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal, que ajudam a rastrear bens suspeitos de vir de crimes.

Os investigados podem ser acusados de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

A Overclean começou em 2024, quando a PF descobriu fraudes em contratos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

Segundo as apurações, verbas de emendas parlamentares foram para obras superfaturadas e serviços que nunca existiram em cidades da Bahia.

O esquema movimentou mais de R$ 1,4 bilhão e se repetia em outras cidades, usando empresas falsas para fingir competição.

A investigação cresceu e atingiu pessoas com foro privilegiado, incluindo membros do União Brasil. Em etapas anteriores, foram apreendidos celulares e documentos de parlamentares e pessoas ligadas a eles.

Agora, com Luiz França na lista, a operação também chega ao Podemos, partido que participa das negociações políticas no Congresso.

Como há investigados com mandato federal e cargo em partido, o caso fica com o STF.

O tribunal autorizou as buscas e o bloqueio de bens para evitar que o dinheiro do suposto esquema suma antes do fim da apuração.

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