Política
por Daniel Serrano
Publicado em 02/07/2026, às 17h44 - Atualizado às 17h44
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não escondem o desconforto com a maneira com a qual o petista lidou com o senador Jaques Wagner durante agenda em Salvador, na última quarta-feira (1º). As informações são da revista Veja.
De acordo com a publicação, antes da viagem, auxiliares sugeriram a Lula que evitasse registros ao lado de Jaques. No entanto, a ideia não foi aceita dentro do governo. O entendimento foi de que o gesto poderia passar uma mensagem de abandono a um aliado de décadas.
Além disso, Lula ignorou as orientações de manter uma "distância protocolar" de Wagner. Em um momento, o presidente chamou o senador de irmão durante seu discurso.
“O que representa para mim a minha relação com o Jaques Wagner, com o Rui Costa, com o Jerônimo [Rodrigues], com vários deputados que estão aqui, e a minha relação com o Otto [Alencar]. Porque a verdade é que nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão”, disse Lula.
Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado depois de ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Policia Federal. A ação investiga fraudes e pagamentos de vantagens indevidas pelo Banco Master. Desde então, aliados de Lula sugeriram que ele evitasse qualquer gesto ao senador que possa comprometer a sua campanha à reeleição.
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