Política
por Rebeca Santos
Publicado em 09/11/2025, às 17h32
Santa Catarina, o décimo maior colégio eleitoral do Brasil com 5,5 milhões de eleitores, vem se consolidando cada vez mais como um reduto da direita política.
O estado nunca teve um governador de esquerda e não elege um senador esquerdista desde 2002, quando Ideli Salvatti (PT) foi escolhida.
Em 2022, Jorginho Mello (PL) venceu a disputa pelo governo com 71% dos votos, e o eleitorado formou robustas bancadas conservadoras na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, além de enviar o ex-ministro Jorge Seif (PL) ao Senado.
Nas últimas eleições presidenciais, sete em cada dez catarinenses votaram em Jair Bolsonaro, consolidando a reputação do estado como um dos mais bolsonaristas da nação.
O plano de Bolsonaro lançar o filho Carlos ao Senado por Santa Catarina, desencadeou uma crise na direita local e entre velhos aliados, a menos de um ano do pleito.
O centro do conflito está na ameaça que a candidatura do outsider representa aos espaços já negociados entre aliados.
Jorginho Mello e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, haviam fechado um acordo para que uma vaga na chapa ao Senado ficasse com o PL e a outra com o senador Esperidião Amin (PP), que busca a reeleição.
A indicada do PL seria a deputada federal Caroline De Toni, fiel escudeira do bolsonarismo há anos.
Para abrir caminho a Carlos, porém, ela começou a ser deixada de lado pelo governador e por Valdemar, que insistem em preservar o pacto com o PP e Amin.
A manobra irritou o clã Bolsonaro e grande parte de sua base.
Em resposta, a família passou a defender a chapa dupla Carlos-Caroline — batizada de “Car-Car”. Nesse cenário, quem sobraria seria Amin.
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