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Valdemar surpreende e confirma plano de golpe: “Mas não foi crime”

Beto Barata / Divulgação
Valdemar defende projeto de anistia que pode beneficiar Jair Bolsonaro e critica a condenação do ex-presidente pelo STF.  |   Bnews - Divulgação Beto Barata / Divulgação
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 15/09/2025, às 08h22



O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, surpreendeu e confirmou  que “houve um planejamento de golpe” no Brasil. As declarações foram feitas no último sábado (13), durante painel no Rocas Festival, evento de luxo do setor equino realizado em Itu, no interior paulista. 

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No entanto, Valdemar relativizou a tentativa de golpe e negou que tenha ocorrido crime no movimento e que o “grande problema” está nos atos golpistas do dia 8 de Janeiro de 2023, o que o presidente do PL classificou como “bagunça”.

“Houve um planejamento de golpe, mas nunca houve o golpe efetivamente. No Brasil a lei diz o seguinte: ‘se você planejar um assassinato, mas não fez nada, não tentou, não é crime’. O golpe não foi crime. O grande problema nosso é que teve aquela bagunça no 8 de Janeiro e o Supremo diz que aquilo foi golpe. Olha só, que absurdo, camarada com pedaço de pau, um bando de pé de chinelo quebrando lá na frente e eles falam que aquilo é golpe”, disse Valdemar, que disse que os atos golpista foram organizados pelo PT.

PL da Anistia

Ainda durante o encontro, Valdemar defendeu o projeto de anistia que tramita no Congresso Nacional que prevê um perdão aos condenados nos atos golpistas e da trama golpista e que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpes de Estado. 

Para Valdemar, a discussão sobre a anistia é “importantíssimo para o Brasil” e que, após a condenação de Bolsonaro, a “luta” da direita agora deve ser no Congresso Nacional.

“Esquece o Supremo, isso já acabou. Agora nós temos que resolver no Senado e Câmara e aprovar a anistia”, disse.

Valdemar garantiu ainda que o PP e o União Brasil vão apoiar a anistia e cobrou uma posição do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira.

“Tenho reunião na semana que vem e vou cobrar. Marcos, nós elegemos o teu presidente da Câmara, agora você precisa retribuir isso que nós fizemos para você. Se tivermos esses partidos unidos nós vamos aprovar a anistia, pode ter certeza”, afirmou.

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