Política

Prefeito rebate críticas após defender palco gospel em festa de Réveillon: “Prometo mais atenção”

Gabriel Monteiro / RioTur
Eduardo Paes disse que tudo não passou de um mal-entendido  |   Bnews - Divulgação Gabriel Monteiro / RioTur
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 29/12/2025, às 13h56



O prefeito do Rio de Janeiro (RJ) Eduardo Paes (PSD) reagiu novamente às mensagens contra o Palco Gospel do Réveillon 2026. No domingo (28), ele utilizou as redes sociais para rebater as críticas feitas pelo professor e babalaô Ivanir dos Santos, que questionou a montagem do palco de música gospel na festa de virada de ano de Copacabana.

No sábado (27), o babalaô havia usado suas redes sociais para lembrar que os rituais das religiões de matriz africana tiveram destaque na construção da virada carioca, mas acabaram perdendo espaço.

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As falas não foram bem recebidas por Eduardo Paes. Em seu perfil no X (antigo Twitter), o prefeito carioca defendeu que "o réveillon da praia de Copacabana é de todos" e que cada um curte o "ritmo que mais curte".  "É impressionante o nível de preconceito dessa gente", publicou.

Já nesta segunda-feira (29), Paes disse que foi mal-entendido em sua manifestação e buscou diminuir a pressão e colocou panos-quentes na situação.

“Peço desculpas a quem é contra o palco gospel se me fiz entender mal. Minha defesa às religiões de matriz africana e a liberdade religiosa de forma geral é pública e notória! Me desculpo adiantado com os ritmos que não foram incluídos nesse réveillon!  Prometo mais atenção”, escreveu Paes no X.

Na publicação, ele mostra o resultado de pesquisas feitas pelas inteligências artificiais Gemini e Chat GPT que atestam que o ritmo musical com mais atrações na festa é o samba. 

“Achei as análises positivas mas alguns ajustes terão que ser feitos no próximo ano.  Pelo jeito alguns ritmos como Sertanejo e Funk vão ter que entrar mais. Como todo mundo sabe o meu ritmo é samba e MPB.  Estou bem atendido na física”, ironizou o prefeito.

COMPONENTE RACIAL

Em meio à polêmica, a comentarista do canal GloboNews Flávia Oliveira saiu em defesa do babalaô e rebateu a declaração feita por Eduardo Paes. Em uma publicação também feita no X, a jornalista questionou o termo "dessa gente", utilizado pelo prefeito do Rio de Janeiro para se referir aos candomblecistas.

"Essa gente que teve a própria festa apropriada por comércio. Essa gente que teve seus saberes em saúde reconhecidos e, posteriormente, destituídos pela mesma Prefeitura. Essa gente que é alvo preferencial de ataques e destruição", escreveu Flávia Oliveira.

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