Política

Prefeituras da Bahia fecham cerco contra cachês altos no São João

Divulgação / Prefeitura de Cruz das Almas
Prefeito Wilson Cardoso destaca a importância de um teto para cachês, evitando compromissos financeiros excessivos nas prefeituras durante o São João.  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Prefeitura de Cruz das Almas
Bernardo Rego e Daniel Serrano

por Bernardo Rego e Daniel Serrano

Publicado em 04/02/2026, às 17h26



A União dos Municípios da Bahia (UPB) realizou nesta quarta-feira (4) uma reunião com os prefeitos das principais cidades que realizam o São João no interior do estado. O objetivo do encontro foi definir critérios para a contratação de bandas durante os festejos juninos, com foco na responsabilidade, equilíbrio financeiro e valorização das tradições juninas.

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Em conversa com o BNews, o presidente da UPB e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), revelou que uma das soluções encontradas pelos gestores municipais foi definir um teto para os cachês dos cantores que vão se apresentar nas festas de São João na Bahia.

“Nós chegamos a um consenso de que foi criado um teto, se criou um teto que não pode ultrapassar o cachê de um artista acima de 700 mil reais. Qualquer artista que estiver sonhando e vinha aqui no São João da Bahia para cobrar acima de 700 mil reais, com certeza ele não terá o contrato, porque isso aí vai ter um tac com o Ministério Público, assinado também pelo presidentes do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e do TCM (Tribunal de Contas dos Municípios), que não pode ultrapassar esse valor”, disse.

“Mesmo que o prefeito queira ou que a própria população ponha uma pressão em cima do prefeito, ele não pode fazer isso, porque ele tem que ter responsabilidade fiscal e entendemos que um teto de 700 mil reais, contempla as grandes bandas, os grandes artistas, sem dúvida nenhuma”, acrescentou.

Wilson Cardoso revelou ainda que acontecerá uma reunião nesta quinta-feira (5) com o Ministério Público, com o TCM e TCE para concluir o acordo. Na oportunidade, será enviado um e-mail para todos os prefeitos e prefeitas, para pegar a concordância de todos os prefeitos e prefeitas do que foi discutido na reunião.

“Eu percebo que todos os prefeitos estão numa felicidade tão grande de poder fazer uma boa festa sem comprometer os recursos da educação, sem comprometer o recurso da infraestrutura, da saúde, e também tava demais. Da maneira que tava indo no próximo São João, ninguém ia ter condições de fazer”, disse.

“Você observa que acabou as festas privadas. Tinha aquelas grandes festas privadas, só até que eles vieram agora para as prefeituras e as prefeituras começaram a pagar valores maiores que a capacidade daquele empresário e o empresário ia dizer assim, para eu pagar uma banda de 1 milhão de reais, eu vou ter um prejuízo, que a bilheteria não vai garantir esses valores, acho que vai ser bom para todo mundo”, acrescentou.

“Esse projeto que nós estamos decidindo aqui, esses valores, eu tenho certeza que todos os estados do Nordeste vão assinar junto com a gente, já que nós estamos fazendo a reunião com todos os presidentes do Nordeste, todos eles estão também motivados, porque também estão sofrendo com esse alto custo das bandas”, finalizou. 

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