Política

Presidente do PT diz que pedido para apreender passaportes de Flávio Bolsonaro foi ‘inoportuno’

Arquivo/BNews e Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro
Edinho Silva avalia que medida de Alexandre de Moraes poderia ter sido adotada após a consolidação do resultado da eleição presidencial  |   Bnews - Divulgação Arquivo/BNews e Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 03/11/2026, às 08h08



O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e deputado federal eleito por São Paulo, Edinho Silva, afirmou que o pedido da Polícia Federal para apreender os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL) pouco tempo após o resultado da eleição presidencial “talvez tenha sido inoportuno”.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), protocolou o pedido de apreensão dos documentos apenas sete minutos após decretada a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Considero que talvez a decisão tenha sido inoportuna naquele momento. Penso que poderia ter sido mais adequado aguardar a consolidação do resultado eleitoral e, posteriormente, caso houvesse necessidade, adotar as medidas cabíveis”, disse Edinho ao Poder360.

“Quero deixar muito clara essa distinção: estou fazendo uma avaliação política, não jurídica. Não conheço os elementos que fundamentaram a decisão [de Alexandre de Moraes] e, portanto, não tenho condições de questionar sua necessidade do ponto de vista legal. Talvez o tempo permita compreender melhor por que a medida precisou ser tomada exatamente daquela maneira e naquele momento”, afirmou Edinho.

O resultado da eleição foi divulgado às 21h09, e a representação da PF para pedir a apreensão dos passaportes de Flávio foi assinada às 21h16. O senador foi intimado no dia 26 de outubro, logo após visitar o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília.

Flávio, no entanto, não entregou os passaportes e deixou o Brasil com a família no dia 27 de outubro rumo aos EUA.

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