Política

Primeira Turma do STF mantém prisão de Braga Netto por unanimidade

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Em sessão virtual realizada nesta sexta-feira (14), a primeira turma do STF votou pela manutenção da prisão do ex-ministro  |   Bnews - Divulgação Isac Nóbrega / PR
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 14/03/2025, às 22h18



A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (14), por unanimidade, manter a prisão do general Braga Netto, ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro e vice na chapa do ex-presidente nas eleições de 2022. Em dezembro de 2024, Braga Netto foi preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações sobre a trama golpista. 

Relatório da Polícia Federal apontou que Braga Netto estaria obstruindo a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado no país para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. A Polícia Federal identificou que o general, indiciado por ser um dos principais articuladores do plano golpista, tentou obter dados sigilosos da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 

A defesa de Braga Netto recorreu da decisão e pediu que o caso fosse julgado pela Primeira Turma da Corte. Na sessão virtual desta sexta-feira, Alexandre de Moraes manteve sua decisão que decretou a prisão. Para o ministro, os novos depoimentos de delação premiada de Cid revelaram a "gravíssima participação" de Braga Netto na trama golpista.

"A autoridade policial apontou que Walter Souza Braga Netto tentou controlar o que seria repassado à investigação, demonstrando o  verdadeiro papel de liderança, organização e financiamento exercido pelo recorrente, além de apresentar relevantes indícios de que Braga Netto atuou, reiteradamente, para embaraçar as investigações", escreveu Moraes. Os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux seguiram o relator.

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