Política

Produtora de “Dark Horse” comprou carro de R$ 102 mil em espécie, aponta decisão de Flávio Dino

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A compra em dinheiro vivo chamou a atenção da Polícia Federal, que investiga Karina Gama e outros 28 envolvidos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 10/09/2026, às 23h32 - Atualizado às 23h42



A produtora Karina Gama, proprietária da Go Up, empresa responsável pelo filme “Dark Horse”, comprou em janeiro de 2025 um BYD Song Plus 1.5 híbrido por R$ 102.190, pagos integralmente em dinheiro vivo. A informação consta na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou uma operação da Polícia Federal contra Karina e outras 28 pessoas investigadas por suspeitas de desvios de recursos de emendas parlamentares que teriam sido destinados à produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Segundo a decisão, a compra ocorreu em 13 de janeiro do ano passado, junto à CMD BD Comércio de Automóveis Elétricos Ltda. A operação chamou a atenção dos investigadores porque o valor total do veículo foi quitado “em espécie”. O celular de Karina foi apreendido pela PF nesta quinta-feira (10), mas ela não foi localizada para comentar a operação.

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Um dia antes da ação, a produtora havia relatado que se sentia ameaçada e pressionada a colaborar com as investigações. Segundo Karina, pessoas que se apresentaram como oficiais de Justiça foram até sua residência à noite sem apresentar documentos, enquanto fornecedores e familiares também teriam sido procurados. “Estou apavorada”, afirmou. Ela disse ainda que entregou documentos à PF quando solicitada e negou envolvimento na captação de recursos para o filme.

“Eu nunca captei dinheiro para o filme, eu nunca lidei com financiadores. Eu não sei nada sobre isso. Eu prestei um serviço, de produzir o ‘Dark Horse’, e fui remunerada”, declarou Karina. A PF também apura, em investigação distinta, o financiamento da produção pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo as informações citadas no caso, os recursos teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro em novembro do ano passado, totalizando US$ 12,3 milhões.

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