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Professores da Uneb aderem a protesto nacional e paralisam as atividades

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Paralisação das atividades acadêmicas acontecerá em 10 e 11 de setembro  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação

por Redação

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Publicado em 10/09/2025, às 16h53



Os professores da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) decidiram aderir ao movimento nacional contra a Reforma Administrativa e vão paralisar as atividades acadêmicas nesta quarta (10) e quinta-feira (11).

Em assembeia realizada na última sexta-feira (5), a categoria docente decidiu que a Associação dos Docentes da Uneb (Aduneb) se somará aos protestos. A organização da paralisação em todo o país é feita por entidades representativas do funcionalismo público federal, estadual e municipal. Na Uneb, a orientação é que ocorram atividades de mobilização, tanto na capital quanto nos campi do interior.

 A categoria docente deliberou na assembleia que, no campus de Salvador, entre outras ações, aconteçam seminários que terão como pauta questões que afligem a categoria docente. Na quarta, o tema será a Reforma Administrativa e os impactos no serviço público e na sociedade. Para a quinta, a discussão versará sobre a pauta interna do movimento docente, a exemplo do direito ao adicional de insalubridade, que vem sendo barrado pela Saeb.

O assunto fará parte da próxima reunião entre os professores das universidades estaduais da Bahia e o Governo do Estado, prevista para a terça-feira (16). Além disso, docentes dos campi do interior farão atividades específicas em seus departamentos.

A Reforma

Debatida no governo Jair Bolsonaro (PL), a proposta de Reforma Administrativa voltou a ganhar força neste semestre após o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmar que tal reforma seria uma das prioridades de seu mandato à frente da Casa.

Para a execução da proposta, Motta criou um grupo de trabalho, coordenado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), e que possui 18 parlamentares. O texto final ainda não foi divulgado.

 Para a Coordenadora de Comunicação da Aduneb, Kátia Barbosa, a assembleia docente compreendeu que a paralisação nacional se faz necessária para ampliar a mobilização e denunciar os argumentos falaciosos das forças do Congresso Nacional que atuam contra os serviços públicos.

“De maneira ardilosa e representando os interesses de setores nacionais que desejam o desmonte do Estado, o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirma que a reforma será para gerar ao Estado maior capacidade de atendimento em saúde, educação, segurança e infraestrutura. Porém, a análise das propostas discutidas nos evidencia que a intenção é a precarização dos serviços públicos em detrimento da valorização dos serviços de empresas privadas, que são vendidos como mercadoria e geram lucro”, explicou a professora.

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