Política

Projeto de Lei quer proibir uso de celular por estudantes da rede pública e privada na Bahia

Arquivo / EBC
Proposta foi protocolada pelo deputado estadual Robinho  |   Bnews - Divulgação Arquivo / EBC
Redação

por Redação

redacao@bnews.com.br

Publicado em 14/11/2024, às 20h54



O deputado estadual Robinho (União Brasil) protocolou projeto de lei na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), que proíbe o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos por estudantes da rede pública e privada de ensino na Bahia. 

A lei proposta considera como dispositivos eletrônicos quaisquer equipamentos que possuam acesso à internet, tais como celulares, tablets, relógios inteligentes e outros dispositivos similares.

De acordo com o projeto, o estudante que levar celular para as escolas, deverá deixá-los, armazenados, sem a possibilidade de acessá-los não apenas durante as aulas, mas também ao longo de sua permanência na escola, incluindo os intervalos entre as aulas, recreios e eventuais atividades extracurriculares. Nesses casos, as escolas deverão estabelecer protocolos para o armazenamento dos dispositivos eletrônicos durante todo o horário escolar.

A exceção para a utilização dos aparelhos em unidades escolares acontecerá quando houver necessidade pedagógica para utilização de conteúdos digitais ou ferramentas educacionais específicas; e para alunos com deficiência que requerem auxílios tecnológicos específicos para participação efetiva nas atividades escolares.

Ainda de acordo com a lei, as escolas da rede pública e privada deverão criar canais acessíveis para a comunicação entre pais, responsáveis e a instituição de ensino.

Robinho justifica que diversas pesquisas especializadas feitas nos últimos anos, apontam o prejuízo das telas para crianças e adolescentes, gerando danos na aprendizagem e no desenvolvimento das crianças e adolescentes causadas pelo celular. De acordo com os estudos, a exposição excessiva a esses aparelhos está ligada ao aumento da ansiedade entre adolescentes, gerando um excesso de estímulos, sobrecarregando o cérebro em desenvolvimento. Também interfere em atividades essenciais como brincar, socializar, descansar e alimentar-se adequadamente.

Robinho enumerou diversos efeitos do celular nos adolescentes, citados pelo site https://pequenoprincipe.org.br/, como dificuldade de aprendizado, atenção, concentração e comunicação; interferência na capacidade de criatividade e na solução de problemas; quadros de ansiedade, impulsividade, depressão, isolamento, problemas de autoestima, autoimagem e autoconfiança, entre outros.

Segundo o legislador, faz-se necessária a política de conscientização e disciplina nas escolas, regulamentando o uso da tecnologia, “de modo a proteger os estudantes de suas influências negativas, onde possam desenvolver habilidades digitais essenciais, ao mesmo tempo em que se protegem dos impactos prejudiciais do uso excessivo da tecnologia”, concluiu.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)