Política
por Héber Araújo
Publicado em 07/06/2026, às 11h40
O PSDB acusou o deputado estadual e líder da base governista, Gilmaci Santos (Republicanos), de violência de gênero. O caso teria ocorrido na última terça-feira (3), durante uma discussão em uma comissão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
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A denúncia original partiu da deputada Ana Carolina Serra (PSDB), que acusou o líder do governo Tarcísio de Freitas de ter se exaltado com ela, impedindo que ela falasse. Segundo o que denunciou, a parlamentar se sentiu profundamente ofendida com a forma que foi tratada por Gilmaci e afirmou que não vai tolerar esse comportamento.
“Nunca pensei que viveria na pele aquilo que eu mais repúdio. Fui profundamente desrespeitada como deputada e como mulher. Não vou tolerar que um outro deputado se ache no direito de levantar a voz pra mim (…) Um deputado, quando se viu pressionado e que sua estratégia não tinha dado certo, apelou para gritaria e desrespeito”, disse ela.
O caso ocorreu durante a Comissão de Assuntos Metropolitanos, onde o presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp), Carlos Piani, tinha sido convocado para prestar esclarecimentos sobre queixas em relação aos serviços prestados pela empresa. De acordo com Ana Carolina, no meio da sessão, Gilmaci se “destemperou” e retirou Piani do local.
Ela relatou ainda que essa não foi a primeira vez que se sentiu intimidada por outros parlamentares da base do governador de São Paulo, do qual faz parte. O diretório do PSDB e o presidente estadual da sigla, Paulo Serra, marido de Ana Carolina, emitiram nota repudiando o comportamento de Gilmaci.
“Ao interromper reiteradamente os trabalhos conduzidos pela presidente da Comissão, elevar o tom de voz de maneira desrespeitosa e adotar postura incompatível com a liturgia do cargo parlamentar, Gilmaci Santos ultrapassou todos os limites do debate democrático e do respeito institucional que devem nortear a convivência entre os representantes eleitos pela população paulista. A violência política de gênero se manifesta justamente quando mulheres são constrangidas, desqualificadas ou desrespeitadas no exercício de suas funções públicas”, diz o comunicado do PSDB.
Em resposta, o deputado do Republicanos refutou qualquer insinuação de violência política ou de gênero e justificou que a comissão não tinha quórum suficiente para continuar.
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