Política
O secretário Nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, disse que a votação no Senado Federal que recusou à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) está ligada à instabilidade política no país, iniciada no governo de Michel Temer (MDB) e aprofundada na gestão de Jair Bolsonaro (PL).
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“Infelizmente, é mais um capítulo de uma crise institucional que vem se acumulando no Brasil”, afirmou, nesta quinta-feira (30), o dirigente petista, em entrevista ao SBT News. Ele enfatizou que a rejeição não se deu por critérios técnicos.
“Jorge Messias tem amplo saber jurídico reconhecido, reputação ilibada, é um professor, doutor em direito pela Universidade de Brasília, é um servidor público de carreira com grandes serviços prestados ao nosso país, na Procuradoria Geral da Fazenda, na Casa Civil, no Senado Federal e enquanto ministro da Advocacia Geral da União. Então a rejeição de ontem não foi uma rejeição baseada na lei e na técnica, foi uma rejeição política”, reforçou.
“Vamos tentar saber se foi um ataque, uma resposta ao governo, ao Poder Executivo, se foi uma resposta ao Poder Judiciário ou uma resposta às investigações do caso do Banco Master, da Carbono Oculto. As investigações têm alcançado poderosos e privilégios que antes não tinham sido alcançados no Brasil”, acrescentou o secretário.
Segundo Éden, a resposta a esses questionamentos será conhecida, nesta quinta-feira (30), quando será realizada a votação aos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, que prevê a redução das penas dos envolvidos no 8 de janeiro de 2023, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Essas razões nós vamos entender hoje quando o Congresso Nacional se debruçar sobre esses vetos. Em caso de os vetos não serem mantidos, vai ficar claro para a sociedade brasileira que o Congresso Nacional ou a maioria do Congresso Nacional adere à pauta da direita e do bolsonarismo, que é a pauta da impunidade, da anistia e da blindagem. Não é como demagogicamente diziam para a sociedade que ‘bandido bom é bandido morto”, porque o que eles podem aprovar hoje é a lógica do bandido bom é bandido solto”, finalizou.
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