Política

PT da Bahia já não acredita mais na reeleição de Angelo Coronel em nenhum grupo; entenda

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Dirigentes do PT avaliam que Coronel não terá força na base governista e enfrenta críticas por suas posições políticas.  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 22/09/2025, às 18h15 - Atualizado às 19h02



O PT da Bahia já começa a não acreditar  mais na possibilidade de reeleição do senador Angelo Coronel (PSD) em 2026. Segundo fontes do BNews, dirigentes da legenda avaliam que o parlamentar perdeu espaço tanto na base governista do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e que também não terá força sozinho numa eventual oposição liderada pelo ex-prefeito ACM Neto (União Brasil). 

A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (22), onde o pessedista aparece em segundo lugar, inclusive, foi considerada irreal por simplesmente desconsiderar o nome de Jaques Wagner (PT).

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As críticas dos petistas contra Coronel se acumulam. Ele tem adotado votos em pautas consideradas contrárias aos interesses do governo federal e do PT, além de se notabilizar, nos últimos meses, por declarações alinhadas ao campo conservador. Mais recentemente, o parlamentar titubeou em se posicionar até mesmo sobre a PEC da Blindagem, dando seu voto contrário após muita pressão.

O movimento tem gerado incômodo entre aliados e reforça a percepção de que sua trajetória política se distancia cada vez mais da coalizão que o elegeu em 2018.

Naquele pleito, avaliam, Jaques Wagner foi peça central para impulsionar a candidatura de Coronel, chegando a levantar o braço do correligionário em cidades do interior como gesto de apoio. "Se vocês votam em mim, votem em Coronel", dizia o cacique petista por onde andava. Agora, porém, Wagner já não estaria mais tão disposto a fazer o mesmo. E lideranças petistas avaliam que a reciprocidade de Coronel não se confirmou nos últimos anos. Entre as queixas, está a pouca contribuição do senador para fortalecer candidaturas do partido nas eleições municipais de 2020 e 2024, por exemplo. 

O BNews apurou que entendimento é que, mesmo que ele ocupe uma das duas vagas da majoritária ao Senado pelo grupo de Jerônimo, há um sério risco da base governista não conseguir reelegê-lo por pura rebelião da própria militância.

Ainda segundo a reportagem apurou, mesmo no campo oposicionista, há resistência à ideia de apoiar sua reeleição, diante da leitura de que o senador não possui densidade eleitoral para sustentar uma candidatura competitiva ao Senado em 2026. Pior ainda se ele for sem o PSD, já que é praticamente improvável uma ruptura da legenda com o grupo petista baiano no momento.

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