Política
Publicado em 07/12/2024, às 19h03 Rebeca Silva e Davi Lemos
"Imagine que lindo seria ter uma mulher negra, travesti, disputando esse lugar [Presidência da República], num país tão racista e no primeiro [lugar] do mundo que ainda mata pessoas trans e travestis. Acho que será uma virada histórica para a nação e para a minha história também", disse a deputada federal Érika Hilton (PSOL/SP), neste sábado (7), na Flicaj, ao ser questionada sobre disputar a Presidência da República, em 2026. Mas ela ressalta que, na próxima disputa, ela ainda não poderá concorrer, pois não terá ainda 35 anos.
Ela, entretanto, continuou: "As pessoas clamam por isso e toda vez eu me pergunto: isso é fã ou isso é hater? Porque ser presidente do Brasil com a composição do Congresso Nacional que nós temos hoje, é um desafio extremamento terrível. O Congresso Nacional tem uma correlação de forças muito difícil para nós".
"Então, antes de pensar em ser presidente da República quando tiver uma idade mínima para me colocar nesse cargo, eu quero continuar semeando no coração da nossa juventude, dos nossos mais velhos, das nossa sociedade, um sentimento de que eles precisam aprender a votar. De que precisam votar, de que precisam participar do processo das eleições não só para prefeito, governador e presidente da República, mas para vereador, para deputado estadual, deputado federal, senador", ponderou.
A parlamentar disse que, para que ela tenha condições de disputar, é necessária mudança na correlação de forças no Congresso Nacional. "Porque assim, quem sabe, quando despertarmos a consciência eleitoral na nossa gente, eu posso um dia me tornar presidente da República em um Congresso Nacional menos odioso, menos nefasto e que está sempre pronto para colocar uma faca no pescoço do governo que não atenda às suas exigências", declarou Érika Hilton.
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