Política

Quem é o ex-prefeito baiano alvo da PF em operação que investiga desvio de dinheiro e também atinge deputado estadual

Adriano Lima (à esquerda) e Marcinho Oliveira (à direita) - Reprodução e Agência Alba
Operação Tambuatá mira contratos de veículos em Serrinha, cumpre mandados na ALBA e apreende dinheiro em espécie  |   Bnews - Divulgação Adriano Lima (à esquerda) e Marcinho Oliveira (à direita) - Reprodução e Agência Alba
Redação BNews com informações de Matheus Simoni

por Redação BNews com informações de Matheus Simoni

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Publicado em 01/04/2026, às 08h10 - Atualizado às 08h20



Uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) colocou no centro da investigação o ex-prefeito da cidade baiana de Serrinha, Adriano Lima (PSD). Conforme apurações do BNEWS, ele é apontado como o gestor à época em que teriam ocorrido fraudes em contratos públicos de locação de veículos no município.

A operação, batizada de Operação Tambuatá, foi deflagrada nesta quarta-feira (1º) e cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em cinco cidades baianas, incluindo Salvador, Feira de Santana, Santaluz e Araci.

Ex-prefeito no foco da investigação
De acordo com as apurações, Adriano Lima ocupava o comando da prefeitura no período investigado, entre 2017 e 2024, quando teriam sido estruturadas irregularidades em processos licitatórios.

A investigação aponta que, durante sua gestão, servidores públicos e empresas atuaram de forma coordenada para direcionar contratos de locação de veículos, prática que configura fraude à licitação e desvio de recursos públicos.

Deputado também é alvo
Outro nome que aparece diretamente na operação é o do deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD). O gabinete dele, na Assembleia Legislativa da Bahia, foi um dos alvos de mandado de busca e apreensão.

Segundo a investigação, ele é apontado como proprietário da empresa que venceu contratos de locação de veículos sob suspeita. A apuração indica que, após as licitações, havia repasses a agentes públicos.

Dinheiro em espécie e contratos sob suspeita
Ainda conforme a PF, os pagamentos teriam sido feitos tanto por transferências bancárias quanto em dinheiro vivo, com recursos oriundos de contratos superfaturados ou serviços que não chegaram a ser executados.

Os investigadores também apuram a prática de lavagem de dinheiro e a atuação de organização criminosa estruturada para operar dentro da administração pública municipal.

Mandados e apreensões
Ao todo, foram cumpridos 16 mandados expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e valores em espécie. Todo o material recolhido será submetido à perícia, etapa considerada crucial para aprofundar a investigação e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

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