Política
O secretário de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Adolpho Loyola, criticou a gestão do prefeito Bruno Reis (União) ao rebater acusações da prefeitura de Salvador sobre falhas na regulação de pacientes nos hospitais estaduais.
Segundo Loyola, o Governo Federal destina R$ 1,6 bilhão por ano para a rede de saúde pública da capital, dos quais R$ 900 milhões ficam sob responsabilidade do Governo do Estado e o restante com a Prefeitura. Apesar disso, afirma o secretário, a administração municipal não consegue atender à demanda na rede básica, o que acaba sobrecarregando os hospitais estaduais.
Ele destacou que cerca de 80% dos atendimentos no Hospital Professor Eládio Lasserre, pertencente à rede estadual, são de baixa complexidade, como casos de disenteria ou dor de cabeça, que poderiam ser resolvidos em postos de saúde.
“Como a Prefeitura não tem esse serviço, a cobertura da atenção básica da Prefeitura de Salvador é bem baixa, esse cara vai pro Eládio. Ou seja, o cara que chega lá com cirurgia pra fazer uma cirurgia, o leito tá ocupado com uma pessoa que tá tomando um soro pra baixar a pressão. Dá um colapso”, disse durante entrevista a uma rádio comunitária do bairro de Cajazeiras, nesta terça-feira (26).
Loyola também ressaltou a disparidade na rede hospitalar da capital:
“Salvador tem 32 hospitais do Governo do Estado. Já a Prefeitura tem apenas dois: o Sagrada Família e o Hospital Municipal, que é menor do que o hospital de Itabuna”, comparou.
O secretário ainda ironizou a ausência de uma maternidade municipal em Salvador:
“Não se nasce soteropolitano em maternidade municipal, porque simplesmente não existe. E aí querem falar de fila de regulação? Você faz sua regulação própria em um hospitalzinho de 220 leitos? Fortaleza tem dez hospitais municipais, nós temos dois”, disparou.
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