Política
A deputada Tabata Amaral (PSB/SP), relatora do projeto que criminaliza a misoginia, pretende levar o texto à votação em junho, antes do recesso parlamentar de julho. Para cumprir esse prazo, será criado um grupo de trabalho na terça-feira (5), que realizará quatro audiências públicas com o objetivo de debater a proposta e buscar consenso. O cronograma foi definido em reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos/PB).
O projeto define misoginia como “conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres” e já foi aprovado por unanimidade no Senado em março. A proposta inclui esse tipo de conduta entre os crimes previstos na Lei de Racismo, com penas que variam de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa. Segundo Tabata, “essa violência começa com uma agressão verbal, passa pelo preconceito, pela discriminação, pelo ódio”.
A relatora destacou a urgência da tramitação, afirmando que “a gente tem um período apertado para fazer essa discussão” e que houve um compromisso de votar o texto antes do recesso. Apesar do apoio da presidência da Câmara, o projeto enfrenta críticas de parte da oposição, que teme possíveis impactos sobre a liberdade de expressão.
Para superar resistências, Tabata tem enfatizado que a proposta não tem caráter partidário, defendendo que “o combate à violência não é de esquerda, não é de direita. É uma pauta de todos nós brasileiros”. O grupo de trabalho terá duração de 45 dias, com representantes de todos os partidos, além da participação de deputadas, membros da sociedade civil e juristas no debate.
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