Política
por Rebeca Santos
Publicado em 12/02/2026, às 07h11
O relatório da Polícia Federal (PF) mostra ligações entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Entre os pontos citados estão telefonemas entre os dois, o envio de um convite para a festa de aniversário do ministro e conversas de Vorcaro com outras pessoas sobre pagamentos ligados ao resort Tayayá, que pertence à família de Toffoli.
Esses são alguns dos detalhes que aparecem no documento, que tem cerca de 200 páginas.
Segundo informações do O Globo, algumas pessoas do STF estão chamando o material de “nitroglicerina pura”.
O relatório está sendo analisado pelo presidente do STF, Edson Fachin. Ele já pediu explicações a Toffoli e vai decidir o que fazer com a suspeição contra o ministro, que é o relator das investigações sobre o Banco Master no tribunal.
O documento foi entregue na segunda-feira (9) ao Fachin pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Ele não pede diretamente que Toffoli seja afastado, mas lista elementos encontrados no celular de Vorcaro que, segundo a PF, mostram que o ministro não poderia continuar como relator nem participar do julgamento no plenário da Corte.
Pessoas próximas a Toffoli dizem que não há nada muito grave no material, além de um convite de aniversário que não foi respondido e quatro ligações.
Mesmo assim, segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o próprio ministro do STF admite aos mais próximos ter recebido dinheiro da empresa Maridt, dona do resort, que em 2021 vendeu sua participação para um fundo administrado por familiares de Vorcaro.
Segundo Toffoli, os repasses seriam regulares, uma vez que ele também é sócio da empresa junto com os irmãos, José Carlos e José Eugênio. Até agora não se sabia que o magistrado era sócio diretamente da Maridt.
A equipe da coluna descobriu que a venda da participação da empresa dos Toffoli para o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e considerado um dos principais operadores dele pelos investigadores, é um dos assuntos mais destacados no relatório. Zettel falava bastante com o banqueiro, e o resort do ministro era um dos temas das conversas entre eles.
Em nota, Toffoli afirmou que o relatório da PF trata de “ilações” e sustenta que a corporação não tem legitimidade para pedir sua suspeição por não ser parte no processo.
“Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Imperdível
Smartwatch barato
Limpeza inteligente
copa chegando