Política

Renan Santos chama fim da 6x1 de “maluquice” e diz que CLT “já era”

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Renan argumenta que a reforma da CLT é necessária e propõe um modelo de remuneração por hora trabalhada.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Instagram
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 18/08/2026, às 15h27 - Atualizado às 15h27



O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), defendeu nesta terça-feira (18) o fim da Justiça do Trabalho e criticou a proposta de redução da jornada de trabalho, incluindo a articulação pelo fim da escala 6x1.

Durante evento com empresários do setor de comércio e serviços, em Brasília, o presidenciável classificou a iniciativa como uma “maluquice”. Na ocasião, Renan afirmou que, caso seja eleito, pretende enterrar a discussão sobre a redução da jornada de trabalho.

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“É uma maluquice. O Congresso Nacional está tomado por covardes. Se acovardaram diante do governo e do projeto daquela Erika Hilton. Isso vai ser uma quebradeira da economia. No meu governo, isso vai ser enterrado. Não vamos mais ouvir falar disso. E precisamos acabar com a Justiça do Trabalho”, declarou.

A proposta mencionada por Renan é liderada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e prevê mudanças na jornada de trabalho. Segundo o presidenciável, a medida aumentaria os custos das empresas em um cenário de juros elevados e poderia provocar fechamento de estabelecimentos e perda de empregos. Ele disse ainda que é o único candidato a se posicionar contra a proposta durante a disputa presidencial.

“Eu fui o único candidato que discursou contra essa maluquice. O meu deputado federal que está aqui presente, o Kim Kataguiri, discursou também. É muito fácil dizer que é a favor de um setor, votando com ele quando é gostoso, quando não tira voto. Eu quero ver votar pelo que é certo quando tira voto. Vou defender o que é certo mesmo que perca voto”, afirmou.

Críticas à CLT e proposta de trabalho por hora

Renan também defendeu uma reformulação da legislação trabalhista. Para ele, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) está ultrapassada e precisa ser substituída por um modelo mais flexível, baseado na remuneração por hora trabalhada.

“A CLT já deu. Já era. A maior parte dos serviços estão trabalhando com o regime microempreendedor individual (MEI). Que tal agora a gente criar um regime definitivo, pela hora de trabalho? É o que o meu governo vai criar. Um regime que remunera pela hora de trabalho”, disse.

“A legislação é anacrônica e a lógica dela é perversa, que é a lógica da Justiça do Trabalho. (...) Há uma relação de tensão entre o trabalhador e o empregador”, acrescentou. 

O candidato defendeu ainda que os conflitos trabalhistas sejam julgados pela Justiça comum, em vez da estrutura especializada da Justiça do Trabalho.

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