Política

Fundador do MBL diz que Sandro Filho e esposa "parecem pessoas completamente deslumbradas com as delícias da política"

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Renan Santos revela relações da esposa de Sandro Filho com investigados por irregularidades na Câmara Municipal de Salvador  |   Bnews - Divulgação Reprodução / MBL
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 11/11/2025, às 21h34 - Atualizado às 21h45



O fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, comentou a expulsão do vereador Sandro Filho (PP), anunciada nesta terça-feira (11) após uma apuração interna conduzida pela equipe de compliance do movimento. Em uma live, o militante detalhou as suspeitas que motivaram o desligamento do edil soteropolitano e mencionou a relação da esposa do vereador com um homem investigado por irregularidades em gabinetes da Câmara Municipal.

“E a esposa do Sandro Filho, que é muito nova, deve ter seus 19, 20, 21 anos de idade, e ela abre um CNPJ ali de um bar, né? E quem são os sócios da empresa? Veja, ali tá o nome dela, Mariana Silva Vasques, e ela tem um sócio. O sócio é João Paulo Andrade Lisboa de Brito. Ele já esteve lotado na Câmara Municipal de Salvador. Ele já foi no gabinete do vereador Sandro Baiense, que não é o nosso Sandro, é um outro Sandro”, afirmou Renan.

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Segundo ele, o sócio da esposa do vereador já teria ligação com dois ex-parlamentares da capital baiana. “Dois vereadores, se eu mostrar as histórias deles, vocês vão ficar um tanto quanto assustados. São dois vereadores que são acusados de compra de voto e rachadinha. Infelizmente, a esposa do Sandro é sócia de um cara cujo codinome é Agiota, num bar. Sendo que esse agiota, que era sócio de outros vereadores, e que costuma abrir bares em Salvador, vamos dizer... parece que se tornou muito amigo da família.”

Renan relatou que a equipe do MBL chegou a questionar Sandro Filho sobre a sociedade. “O nosso time entrou em contato com o Sandro e falou ‘Sandro, sua esposa tem um sócio nesse restaurante?’ Ele ‘não, não tem’. Quando apresentaram o sócio ‘Ah, não, é verdade, ela tem um sócio’. ‘E quando que você conheceu esse cara?’ ‘Ah, conheci em fevereiro na igreja’. Ou seja, um cara que só vive na Câmara Municipal, o Sandro conheceu na igreja. Olha que coincidência. [...] Ele decidiu, num período de um mês, pegar um empréstimo bancário e montar um restaurante com este cara.”

Apesar de afirmar não haver provas conclusivas contra o vereador, Renan ressaltou que os fatos levantados comprometem a imagem do movimento. “Veja, eu não tenho como provar que o Sandro recebeu dinheiro roubado. Eu não sou ser leviano nem com ele, nem com a esposa dele, que são pessoas novas. E me parecem pessoas completamente deslumbradas com as delícias da política, da fama. Eu não vou falar, porque eu não tenho como provar, eu não sou Ministério Público. Não falarei e não serei leviano. E eu acho que ele tem todo o direito de se defender. Dito isso, uma pessoa que faz parte do Movimento Brasil Livre não pode ser sócio de um sujeito desses”, concluiu.

Em nota, Sandro declarou que "a decisão do movimento de me afastar se deu a partir de acusações sobre minha conduta no mandato". "Apesar do meu posicionamento em reafirmar que as acusações que circulam são falsas e tém o objetivo de manchar a minha imagem, o MBL entendeu que tudo isso poderia marcar, de maneira ruim, a história do movimento. Reafirmo que existe uma articulação de pessoas ruins com o objetivo de me prejudicar. Bati em muita gente grande, e eles fabricaram tudo, mesmo que baseado em suposições", disse.

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