Política

Representantes de autoescolas protestam em Salvador contra novas regras do governo para a CNH: “Um absurdo”

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Representantes de diversas autoescolas de Salvador realizaram, na manhã da última quinta-feira (23), uma mobilização contra o projeto  |   Bnews - Divulgação BNEWS TV
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 24/10/2025, às 08h04



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou na quarta-feira (1) o fim da obrigatoriedade de frequentar uma autoescola para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). 

Diante da proposta, funcionários de diversas autoescolas de Salvador realizaram, na manhã da última quinta-feira (23), uma mobilização contra o projeto. 

Em entrevista ao BNews, representantes da classe relataram que a aprovação da medida pode gerar a perda de 300 mil empregos em todo o país.

“É com muita preocupação que a categoria trabalhadora e empresarial vê essa proposta do ministro Renan Filho, que prevê a desobrigação da formação. Nós defendemos a vida. São mais de 15 mil empresas no Brasil, mais de 300 mil postos de empregos no nível nacional. instrutores, diretores, pessoal de recepção e tudo, perdem o emprego formal, como deve ser, de uma hora para outra numa proposta alucinada, no mínimo, sem nenhum tipo de senso você trazer isso aí”, alegou.

“É preciso reduzir o valor, retirar as taxas embutidas no processo de habilitação, que a população e o poder público desconhecem. Hoje o cidadão comum que inicia o processo de habilitação já gastou cerca de R$ 700 ao chegar à autoescola. Isso é um absurdo. As taxas precisam ser eliminadas para garantir uma formação de qualidade”, complementou.

Segundo a presidente do Sindicato dos Instrutores e Empregados em Centros de Formação de Condutores de Veículos Automotores do Estado da Bahia (Siepae), Cintia Caldas, além da perda de empregos, a segurança no trânsito também pode ser comprometida.

“Não se trata apenas dos postos de trabalho, mas também da segurança no trânsito. Há apenas dois meses, três pessoas morreram devido a condutores irresponsáveis. Tornar a formação facultativa, como propõe o projeto, pode agravar a situação. O que vai acontecer?”, questionou.

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