Política
por Rebeca Santos
Publicado em 12/03/2026, às 06h22 - Atualizado às 06h22
O governo de Donald Trump analisa a possibilidade de aplicar novamente sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usando a Lei Magnitsky.
Em julho de 2025, o governo dos Estados Unidos já havia imposto essa sanção a Moraes. Com isso, ele enfrentou dificuldades para fazer negócios ou usar serviços de empresas americanas. Além disso, quaisquer bens ou propriedades que ele tivesse nos EUA foram congelados.
A punição também atingiu a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, e uma empresa dela, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos.
Em dezembro do ano passado, as sanções foram suspensas.
Três fontes diferentes contaram à coluna Metrópoles, de forma independente, que há discussões sobre o tema dentro da administração Trump no último mês.
Dentro do governo americano, quem acompanha as ações de Moraes é o assessor sênior do Departamento de Estado, Darren Beattie. Ele foi nomeado para o cargo no final de fevereiro e já influenciava a política do governo Trump em relação ao Brasil desde o início do mandato atual do presidente republicano, em janeiro de 2025.
Alexandre de Moraes autorizou que Darren Beattie visite Jair Bolsonaro na cela dele na “Papudinha”, que na verdade é uma ala do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) dentro do presídio da Papuda, em Brasília.
Além de Bolsonaro, Beattie deve se encontrar com outros políticos de oposição durante a viagem a Brasília na semana que vem.
Em agosto do ano passado, Beattie criticou Moraes diretamente em um post em uma rede social. Segundo ele, o ministro seria “o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição direcionado a Bolsonaro e seus apoiadores”.
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