Política

Rio de Janeiro virou Gotham City e pode ser governado pelo Coringa, diz advogado do PSD

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Durante julgamento no STF, advogado do PSD compara a situação política do Rio a Gotham City, ressaltando a importância da voz popular.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/TV Justiça
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 08/04/2026, às 17h46 - Atualizado às 17h46



O advogado do PSD, Thiago Fernandes Boverio, não poupou críticas a uma eventual eleição indireta para um mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro, após Cláudio Castro (PL) deixar o cargo. 

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Durante julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), realizado nesta quarta-feira (8), para tratar do assunto, Boverio disse ainda que, se a eleição ocorrer de forma indireta, realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o Coringa tem mais chances de ser eleito do que o Batman.

"A situação política do Rio... Todos comungam da situação. Não sei como ilustrar em poucas palavras. Acredito que o Rio virou Gotham City. Se for indireta, é mais fácil eleger o Coringa que o Batman. A situação é complicada. Quem deve decidir o futuro do Rio é a população, os eleitores fluminenses", disse Thiago Boverio.

“Todo poder emana do povo. A soberania pertence ao povo. Todo respeito àqueles que pensam diferente, mas, usando outra metáfora, ‘a bola tem que ser colocada no chão’. Quem deve decidir o futuro do Rio de Janeiro é a população, os eleitores fluminenses”, acrescentou. 

O julgamento

O STF está analisando nesta quarta-feira (8) se o mandato-tampão para o governo do Rio de Janeiro será por meio de uma eleição direta, com participação da população, ou indireta, feita por deputados estaduais. O debate chegou à Suprema Corte por meio de ações apresentadas pelo PSD.

Atualmente, o governo do estado vem sendo comandado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto.

O magistrado assumiu o Executivo fluminense após o então governador, Cláudio Castro, ter renunciado um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que resultou na cassação do mandato.

Além disso, o Rio de Janeiro está sem vice-governador desde maio do ano passado, quando Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). O outro nome na linha sucessória, o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, também não pôde assumir, por ter mandato cassado pelo TSE e preso no fim de março.

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