Política

Risco de cassação de senador bolsonarista nesta terça-feira (10) agita cúpula do Congresso

Agência Senado
O julgamento que pode cassar o mandato do senador Jorge Seif (PL-SC), aliado de Bolsonaro  |   Bnews - Divulgação Agência Senado
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 10/02/2026, às 07h11



O julgamento que pode cassar o mandato do senador Jorge Seif (PL-SC), aliado de Bolsonaro, será retomado nesta terça-feira à noite (10) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Líderes do Congresso estão se mobilizando para tentar evitar que ele perca o cargo.

Senador Federal
Senador Federal

De acordo com informações do O Globo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), conversou com ministros do TSE e com pessoas do meio jurídico. Ele defendeu que o mandato de Seif seja mantido, dizendo que não existem provas suficientes de abuso de poder econômico para cassá-lo.

Alcolumbre também argumenta que é importante respeitar o que o povo decidiu nas eleições.

“Se o Seif sair, vem um pior”, disse um aliado de Alcolumbre.

Quatro ministros do TSE, que falaram sem se identificar, acreditam que o senador não será cassado no julgamento de hoje à noite.

“Não creio que será cassado”, afirmou.

O caso está no TSE desde 2024 e é considerado um dos mais confusos da Corte,marcado por lobby nos bastidores e uma guinada radical na posição do relator.

Em 30 de abril de 2024, o julgamento foi parado para buscar mais provas, por decisão do relator, Floriano de Azevedo Marques. Ele quis investigar coisas que nem a parte que acusa tinha pedido. Isso aconteceu depois que O Globo mostrou que Floriano mudou de ideia: antes ele tinha preparado um voto pela cassação e compartilhado com os outros ministros, mas depois passou a defender a absolvição de Seif.

Agora, os sete ministros do TSE, incluindo Floriano, vão apresentar seus votos e decidir de vez o que acontece com o caso.

A ação contra Seif gira em torno da suspeita de que o empresário Luciano Hang mobilizou a frota aérea da varejista Havan, além de sua equipe de funcionários, mobilizando a estrutura da empresa para alavancar a candidatura do senador, o que se enquadraria como abuso de poder econômico.

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