Política
O Terminal de Integração de Águas Lindas de Goiás, erguido a um custo de R$ 600 mil, foi desativado antes mesmo de entrar em operação. A ideia era trazer mais organização, economia e conforto para a população do município em meio ao processo de integração do transporte público entre o Entorno e o Distrito Federal.
A Prefeitura de Águas Lindas havia anunciado que o terminal seria "o primeiro passo para reorganizar o transporte público e preparar a cidade para o Rodoshopping, uma estrutura permanente integrada à rodoviária e a um novo complexo comercial".
As linhas alimentadoras ligariam os bairros ao terminal, e as semiurbanas conectariam Águas Lindas a Brasília, Taguatinga e Ceilândia. De acordo com o projeto, a operação funcionaria em três etapas:
Outra intenção, com a construção da estrutura, também era gerar mais economia para o usuário. A ideia era que as linhas alimentadoras tivessem uma tarifa caindo de R$ 4,75 para R$ 1,50, enquanto as de integração total passando de R$ 11,15 para R$ 11.
De acordo com o Metrópoles, a Companhia de Desenvolvimento de Águas Lindas (Codeal), responsável pelo projeto, afirmou que a descontinuidade do terminal foi uma "decisão estratégica".
Um dos motivos citados pela Codeal foram os "desafios na pactuação entre Estado e União". Segundo a companhia, o projeto visava reduzir o custo do deslocamento para o passageiro, porém, dependia de uma engenharia financeira compartilhada.
Observou-se que a principal barreira para a viabilidade do subsídio reside na falta de alinhamento e fluxo de comunicação entre o Governo do Estado de Goiás e o Governo Federal. Sem uma governança interfederativa clara e um cronograma de repasses definido entre essas duas esferas, a manutenção da operação provisória torna-se tecnicamente insustentável", ressaltou a Codeal.
Procurado pela reportagem, o governo de Goiás, por meio de nota, negou a falta de comunicação citada pela Codeal. O texto destacou ainda que o transporte de passageiros entre o Entorno e o Distrito Federal é de natureza interestadual.
Estão em curso as tratativas com a ANTT para a formalização do Consórcio Interfederativo do Entorno. Este é o único instrumento legal, estrutural e definitivo que garantirá uma tarifa justa e um sistema digno para Águas Lindas e todos os municípios da região metropolitana. Intervenções isoladas de gestões municipais nesse ecossistema carecem de respaldo legal e geram insegurança jurídica. Já a ação dentro da cidade é de responsabilidade somente do ente municipal não tendo espaço legal para participação do governo de Goiás", pontuou.
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