Política

Ronaldo Caiado vira alvo do MP por usar PMs como seguranças particulares

Secom Goiás
O pré-candidato à Presidência é acusado de improbidade administrativa por empregar 51 PMs como seguranças pessoais  |   Bnews - Divulgação Secom Goiás
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 27/06/2026, às 14h50



O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, se tornou alvo de uma ação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) contra o emprego excessivo de policiais militares do estado como seguranças dele e de familiares. Segundo o órgão, a conduta configura ato de improbidade administrativa causador de enriquecimento ilícito e lesão ao erário.

De acordo com a Folha, o pelotão de 51 policiais tem gerado um gastos de R$ 797,5 mil por mês em salários — fora acréscimos de funções comissionadas, gratificações e diárias. A petição do Ministério Público foi enviada pela promotora Leila Maria de Oliveira.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

O órgão pede o ressarcimento ao erário dos gastos com a medida e a suspensão dos agentes que extrapolam a previsão legal. Além de Caiado, também são alvos da ação xa ex-primeira-dama Gracinha Caiado, também beneficiária do esquema de segurança, e o coronel Marco Aurélio Godinho, secretário-chefe da Casa Militar de Goiás.

Ainda de acordo com a reportagem, em 1º de abril, um dia após a renúncia de Caiado do governo de Goiás para concorrer à Presidência, Godinho assinou no Diário Oficial do estado uma portaria com novas regras para a segurança de ex-governadores, estipulando que as ações também se estendem a familiares do ex-governador.

A portaria determina ainda que ficam a cargo da Casa Militar do estado "a estrutura de transporte e hospedagem e os demais recursos logísticos necessários à execução das medidas de segurança". O benefício é válido pelo tempo em que o político tiver exercido o cargo de governador, desde que o período seja superior a três anos. 

O Ministério Público diz que a portaria "ampliou indevidamente o rol de beneficiários da proteção estatal e possibilitou o emprego de recursos públicos para finalidades estranhas ao interesse público".

[Os fatos têm] especial relevância diante da circunstância de que sua ocorrência coincide com período de intensa atividade de campanha político-eleitoral dos beneficiários", afirma o MP.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)