Política
Publicado em 21/02/2025, às 17h39 Luana Neiva
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, avaliu que alguns envolvidos no ataque do 8 de janeiro fora induzidas como 'boi de piranha', expressão usada no nordeste, durante entrevista a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
“Mas eu acho que tiveram pessoas que foram usadas como massa de manobra, isso é fato. Foram induzidas a serem, como se diz, no Nordeste, ‘boi de piranha’. Você joga ali para que as piranhas comam aquele boi para você tentar se livrar. Levaram pessoas que, às vezes, foram induzidas dessa forma a cometer crimes. Onde as pessoas não elaboraram, não perceberam o crime. Mas elas participaram e tivemos pessoas nesse perfil que foram induzidas, foram levadas a cometer quebra-quebra, quebrar patrimônio público, a ofender, a caluniar, a ameaçar a democracia. E tem outras pessoas que organizaram, que de forma meticulosa, a investigação mostrou, planejada, consciência com o planejamento, para tentar dar um golpe de estado”, disparou ele.
Na ocasião, o ministro também avaliou que as denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro “são graves” e que o caso não deve passar impune.
“Acho que o ocorrido no dia 8 de Janeiro é um fato gravíssimo. E o que a investigação revelou é muito grave. Não tem, na história do Brasil, nada registrado de uma trama envolvendo presidentes da República em exercício, oficiais das Forças Armadas, pessoas que deveriam estar cuidando da segurança pública, agentes de segurança pública, tramando a morte de ministro da Suprema Corte, a morte do presidente da República, do vice-presidente da República, numa arquitetura de organização criminosa. Então isso é muito grave”, declarou o ministro.
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