Política
Publicado em 29/03/2025, às 09h49 Daniel Serrano e Tiago Di Araujo
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), marcou presença na entrega de uma obra de contenção de encostas, no bairro de Alto do Cabrito, no subúrbio de Salvador, na manhã deste sábado (29), feita pelo governador Jerônimo Rodrigues.
Em entrevista à imprensa, ele foi questionado sobre a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em tornar réu o ex-presidente Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de estado. "Olha, eu acho que não é só o ex-presidente, o que ficou claro as investigações e a justiça vai determinar qual o papel que cada um teve nessa trama, eu diria não só de golpe de estado, trama de assassinato", iniciou.
O ministro descreveu como "absurdo" o que foi revelado nas investigações. "As investigações revelaram algo surpreendente, que a gente não esperava voltar a acontecer em nosso Brasil, pessoas, autoridades públicas, pessoas concursadas, pessoas pertencentes às forças armadas estavam vigiando, monitorando fisicamente na rua também, lugares de rotina de um ministro da Suprema Corte, que horas ele saía, que horas levava os filhos na escola, qual seria o melhor lugar para sequestrar, para tentar assassinar o ministro do Supremo, para tentar assassinar o presidente da República, o vice-presidente da República eleito".
Por fim, Rui cobrou punição dos responsáveis, o que serviria também como exemplo para futuras e possíveis tramas golpistas. "Então essas coisas não podem ficar impunes, vocês conhecem a minha opinião de muito tempo, eu acho que a impunidade é irmã gêmea da criminalidade, quanto maior a impunidade maior a criminalidade, eu sou sempre a favor de se apurar, dar o direito de resposta e de defesa a todas as pessoas, mas uma vez comprovado o crime, as pessoas tem que responder pelo seu crime, para que isso não sirva de incentivo para que outras pessoas se sentam confortáveis para praticar novos crimes".
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