Política
O aumento do preço dos combustíveis no Brasil em meio à alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio foi motivo de críticas do ministro da Casa Civil, Rui Costa, nesta sexta-feira (20). Em entrevista à rádio Jequié, no sudoeste baiano, o auxiliar do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) acusou as distribuidoras de elevar sem justificativa o valor do diesel, da gasolina e do álcool.
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"Elas [as distribuidoras] estão abusando do povo brasileiro e repassando aumento que não houve”, disse. Rui mencionou que, mesmo com as medidas do governo de zerar o PIS e Cofins sobre o diesel e a subvenção aos produtores para reduzir os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o preço, o valor dos combustíveis aumentou.
As três distribuidoras — que hoje é um oligopólio, controlam a distribuição — estão repassando o preço ao consumidor; por isso, a PF, a ANP e a defesa do consumidor estão autuando essas distribuidoras no país inteiro. Eles não têm moral para falar. Estão se aproveitando da guerra para tirar dinheiro do povo brasileiro com cobranças exorbitantes do preço do combustível“, criticou Rui.
Conforme noticiou o portal Metrópoles, o governo está preocupado com o impacto eleitoral que o aumento nos postos pode causar, por isso propôs aos estados zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. Até o momento, apenas o Piauí concordou.
A fiscalização sobre o preço dos combustíveis foi reforçada por meio de uma força-tarefa que envolve o Ministério da Justiça, Procons e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com o balanço divulgado na última quinta-feira (19), já foram fiscalizados 1.196 postos, 52 distribuidoras e uma refinaria desde o dia 9 de março.
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