Política
Publicado em 14/11/2025, às 11h47 Por Alex Torres e Leonardo Oliveira
O Ministro da Casa Civil, Rui Costa, comentou sobre o pacote antifacção em entrevista na Sessão Especial de Outorga da Comenda 2 de Julho à Wilson Cardoso, presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), nesta sexta-feira (14), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).
Segundo Rui Costa, o Governo Federal está buscando enfrentar e mudar a legislação e mandou uma lei para o Congresso para aumentar o rigor contra as organizações criminosas. No entanto, ele criticou a atuação do relator do projeto antifacção na Câmara dos Deputados, Guilherme Derrite (PP-SP),
"Infelizmente, eu diria que o Brasil, a sociedade não está entendendo o que está acontecendo. O presidente da Câmara articulou com o governador de São Paulo para o secretário de segurança se licenciar e vir a ser o relator. E ele adotou medidas, na verdade, de diminuir a possibilidade de atuação da Polícia Federal contra o crime organizado. Diminuiu o orçamento da Polícia Federal. Ninguém está entendendo nada. Ou seja, se era um projeto de lei para combater o crime, o relator está adotando um texto que afrouxa com o crime, que relaxa as medidas de ação contra o crime", afirmou Rui.
O ministro afirmou que a sociedade está reagindo a isso e por isso não houve votação nesta semana e enfatizou as críticas à articulação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com Derrite e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
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“A sociedade tem que reagir, que ninguém está entendendo nada. Essa articulação do governador de São Paulo com o secretário dele, com o presidente da Câmara, como também ninguém está entendendo nada a quem que ele está prestando contas, de um texto tão ruim para a segurança pública como o que ele está elaborando", afirmou.
Definição do crime como terrorismo
O ministro também comentou sobre a definição de crime como terrorismo, explicando que isso está muito mais no âmbito da política e não da rigidez de tratar sobre o tema. “Isso tá no mais no âmbito da política. O exército se manifestou essa semana o risco de, ao caracterizar como terrorismo, você atrair, vamos dizer, medidas internacionais prejudiciais ao Brasil. Então, isso está muito mais no âmbito da política e não da rigidez de como tratar o crime”, disse.
"A rigidez está na proposta, nas medidas adotadas e tem que ser aprovadas. A PEC também que está lá há meses e até agora não aprovaram", finalizou.
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