Política

Rui Costa detalha parceria entre Brasil e China no setor ferroviário brasileiro

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Bnews - Divulgação Leonardo Santana / Bnews

Publicado em 12/05/2025, às 09h46   Cadastrado por Daniel Serrano



O ministro da Casa Civil, Rui Costa, revelou, nesta segunda-feira (12), que o governo brasileiro vai assinar um acordo com a China para ampliar a participação do país asiático no setor ferroviário do Brasil.

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Em entrevista coletiva, Rui Costa disse que a proposta será assinada nesta terça-feira (13), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma reunião com o líder chinês, Xi Jinping.

“Nós estamos montando — isso será assinado amanhã entre os governos — um fórum específico para avançar na área, por exemplo, de participação deles [chineses] na área ferroviária. A instalação no Brasil de produção de trens, de metrô, de VLT, de equipamentos”, disse Rui Costa.

“Eles têm capital humano, capital de investimento e tecnologia, e nós queremos aproveitar esse capital humano e essa tecnologia, inclusive, para levar para produzir trens no Brasil. Trem, metrô, VLT, monotrilha”, emendou.

O ministro revelou ainda que os governos brasileiro e chinês também vão assinar acordo que permitirá que empresas da China possam acompanhar com antecedência leilões de concessão de estradas, portos e aeroportos no Brasil.

“Essa iniciativa é importante porque os chineses têm um processo decisório bastante específico e que, muitas vezes, ter conhecimento apenas nos 100 dias do prazo de publicação do edital até o leilão, acaba não sendo suficiente”, destaca.

Na última sexta-feira (9), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, já havia revelado o desejo da China em atuar no setor ferroviário brasileiro. 

“Já estamos tratando disso com a China desde o primeiro mês do governo Lula. Na primeira reunião com o presidente Xi Jinping, percebi que eles estão muito interessados na questão das ferrovias. Eles querem rasgar o Brasil com ferrovias. Não existe dinheiro público suficiente para fazer isso, é muito caro”, disse Tebet, em entrevista  à revista Carta Capital.

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