Política
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), fez duras críticas ao ambiente político atual e mandou um recado indireto ao pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), ao mencionar práticas como “rachadinha” em meio a um discurso sobre ética e combate à desinformação. O gestor participou de um evento que marcou a autorização para investimento de R$ 412 milhões em saneamento em Camaçari (BA), nesta quarta-feira (1º).
“Que país nós vamos deixar? Eu não quero deixar para o meu filho, para a minha filha, para o meu neto um país da mentira, um país do ódio, um país da calúnia, um país do fake news, um país de falcatruas, de rachadinha. Eu não quero isso para o meu país”, alfinetou.
Rui também defendeu um debate político mais qualificado, baseado em propostas e compromisso com a população. “Eu quero um país, independente da função ideológica de quem esteja governando, que tenha proposta, que trate com seriedade. Que tenha conteúdo para debater os problemas do país. É isso que nós queremos e eu tenho que contribuir com isso. Eu acho que eu tenho um papel”, disse.
O ministro criticou ainda o uso de desinformação como ferramenta política, especialmente em um cenário de avanço tecnológico. “Eu não poderia cruzar os braços e assistir a mentira vencer a verdade. O fake news hoje, em tempos de inteligência artificial, está servindo como instrumento para que quem nunca fez nada pela população, ou fez muito pouco, possa ganhar o debate com ele”, completou.
Questionado novamente sobre um suposto acordo entre o PT da Bahia e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto para evitar o debate sobre o Banco Master no estado, Rui negou qualquer tipo de articulação. “Eu tenho respondido a todas as perguntas. Ontem mesmo estava na GloboNews e voltei a tocar no assunto. Não tenho acordo com ninguém. Cada um que se explique”, afirmou.
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