Política

Rui Costa sai em defesa de Lula por ter recebido o dono do Banco Master no Palácio do Planalto

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Rui Costa explicou que o presidente, por sua função, recebe de forma oficial representantes de todos os setores da economia  |   Bnews - Divulgação BNEWS
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 03/02/2026, às 08h02



O ministro da Casa Civil, Rui Costa, saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra as críticas que ele vem recebendo por ter recebido no Palácio do Planalto o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Em conversa com a coluna Metrópoles, Rui Costa explicou que o presidente da República, por sua função, recebe de forma oficial representantes de todos os setores da economia. Ele disse que um possível erro cometido por alguém não impede esse tipo de diálogo.

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“Um presidente da República recebe, institucionalmente, todos os atores econômicos. O presidente recebeu vários presidentes de bancos. Tantos quantos pediram para tratar de assuntos institucionais, ele recebeu empresários do setor industrial, empresários da agricultura, representantes da população de entidades, como do MST e outros. Um presidente, se quer governar de forma democrática, tem que estar aberto a sua agenda a ouvir representantes dos diversos segmentos: financeiros, produtivos, de representação de classe, de movimentos sociais. A agenda do presidente é recheada desses encontros. Se algum ator que, ao longo do tempo, representa algum segmento vier a cometer erro, isso não inviabiliza“, disse o chefe da Casa Civil.

Por outro lado, Rui Costa não quis opinar se o Banco Central demorou ou não para agir no caso do Banco Master. Ele afirmou que seria irresponsável julgar sem conhecer todos os detalhes.

“Não costumo ficar julgando o trabalho dos outros. Ali tem gente concursada, muito experiente, que avalia cotidianamente situação financeira de todas as instituições financeiras. Acho que eu não tenho elementos para julgar os detalhes, porque eu não detenhos os detalhes das informações que eles foram obtendo ao longo do tempo. Então, seria leviano fazer um julgamento sem ter os elementos fundamentais que ele dissesse: ‘Podia ser um pouco antes, foi no momento exato’. Eu não consigo ter elementos para julgar. Não quero ficar dando opinião de forma retórica. Acho que quem tá lá, repito, todo mundo lá é concursado, exceto a diretoria. Mas a diretoria, inclusive, é toda feita de gente muito capaz, técnica, e eu acho que tá tratando tecnicamente o assunto”, disse o chefe da Casa Civil.

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