Política

Rui Costa sobe o tom contra a Prefeitura de Salvador: "Desprezo pela periferia"

Ulisses Dumas/ Divulgação
Ex-governador da Bahia afirma que elite política ignora necessidades das populações mais vulneráveis  |   Bnews - Divulgação Ulisses Dumas/ Divulgação
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 25/04/2026, às 14h14 - Atualizado às 14h18



O pré-candidato ao Senado, Rui Costa, subiu o tom, neste sábado (25), contra a prefeitura de Salvador e o grupo político liderado pelo ex-prefeito da capital baiana ACM Neto (União). Segundo o ex-governador da Bahia, a oposição tem “desprezo” pelas populações da periferia.

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A declaração foi dada em um ato político realizado no Ginásio dos Bancários, nos Aflitos, que Rui participou ao lado do senador Jaques Wagner, do vice-governador Geraldo Júnior e de lideranças políticas do PC do B. Segundo o ex-governador, as áreas periféricas de Salvador foram completamente abandonadas pela elite política que governa a cidade há 16 anos.

“Nosso governo fez mais de 100 contenções de encosta nas áreas de maior risco de desastres naturais em Salvador, mas, ao voltar a esses lugares, a gente vê o mato tomar conta, o lixo tomar conta. Sabe o que significa isso? Desprezo dessa elite, desprezo desse grupo político por quem vive na periferia”, afirmou.

Rui Costa também criticou a propaganda eleitoral do União Brasil. “Sabe o que é envelhecido, o que é podre? É, na minha opinião, esse conceito de herança política oligárquica transferida ao longo de décadas por famílias que esqueceram os pobres, que têm desprezo pelos pobres”, completou. O ex-ministro da Casa Civil também apontou a falta de prioridade da gestão municipal em relação ao ensino público.

“A Bahia tem 417 cidades. Sabe em qual colocação Salvador está? 319. Ou seja, há 318 cidades do interior da Bahia, pequenas e de baixa arrecadação, em situação melhor na educação infantil do que Salvador […] Isso significa que os filhos de quem vive na periferia não estão tendo a oportunidade que mereceriam”, disse.

“Nós precisamos sair desse processo eleitoral, na minha opinião, afirmando, mais do que nunca, que esta cidade tem cor, tem raça, tem vontade. Essa cidade quer inclusão social e quer um parlamento que seja a cara do nosso povo”, finalizou.

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