Política

Sabatina BNews: Rui Costa nega números de violência na Bahia: 'Não reconheço essas estatísticas'

Rui Costa - Devid Santana/Bnews
Petista afirmou que não reconhece os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e defendeu que a violência é um problema nacional  |   Bnews - Divulgação Rui Costa - Devid Santana/Bnews
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 03/09/2026, às 08h38 - Atualizado às 08h51



O candidato ao Senado, Rui Costa (PT), negou nesta quinta-feira (3) os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, que apontou que cinco das dez cidades mais violentas do Brasil estão na Bahia.

Durante sabatina no BNews, Rui disse que "não reconhece as estatísticas" e questionou o método utilizado por outros estados para identificar homicídios.

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A violência é grande em todos os municípios, e é grande em alguns municípios da Bahia, isso é fato, mas eu não reconheço essas estatísticas. Eu já disse mais de uma vez, os gráficos do Rio de Janeiro e de São Paulo adotou a mesma estratégia, que vai lançando as mortes não como homicídio, lança como morte sem investigar, não à toa o Rio tinha o homicídio lá em cima e vai caindo e a morte sem investigar vai subindo, São Paulo se tocou disso e passou a fazer a mesma coisa", afirmou o candidato.

O petista afirmou ainda que a questão da segurança pública é um problema nacional, não exclusivo da Bahia. Ainda segundo ele, cerca 330 municípios da Bahia tem "indíces baixos" de violência.

A segurança pública é um problema do Brasil inteiro, nenhum estado resolveu plenamente essa questão. E o problema da segurança, ele não é igual em todos os municípios brasileiros, ele é muito diferente de um município para outro. Mesmo dentro da Bahia, eu fui governador por 8 anos e hoje os dados não são diferentes, a Bahia tem 417 municípios, cerca de 330 municípios têm, tinham e têm índices muito baixos, baixíssimos, de violência. Tem municípios da Bahia que ficam 2, 3 anos sem um homicídio. Hoje, se você pegar, a maioria dos municípios baianos tem mais de 12 meses sem um homicídio sequer", declarou.

"Então, eu diria que, é um problema concentrado, infelizmente, no Brasil inteiro e na Bahia também, nas grandes cidades. Nas grandes cidades e naquelas cidades onde o consumo de drogas é maior, onde o tráfico de drogas é maior. Porque é uma disputa permanente das gangues, dos grupos e das organizações criminosas pelo controle de território, pelo controle desse negócio ilegal, mas que é altamente rentável para quem controla os negócios e letal para a meninada que se envolve nisso.", afirmou.

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