Política

Saiba o que disse Carla Zambelli em sua carta de renúncia a mandato de deputada federal

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
A parlamentar se manifestou após o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, determinar sua cassação  |   Bnews - Divulgação Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Melissa Lima

por Melissa Lima

melissa.lima@bnews.com.br

Publicado em 14/12/2025, às 20h32



A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) renunciou oficialmente, neste domingo (14), ao mandato como Deputada Federal. Na carta enviada ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a parlamentar criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a perda imediata do posto.

Zambelli inicia a carta sustentando que a Câmara dos Deputados cumpriu seu papel constitucional ao analisar o processo de cassação. 

“No curso desse procedimento, foi elaborado relatório pelo Relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, Deputado Diego Garcia, demonstrando, de forma técnica e fundamentada, que não existem provas jurídicas aptas a sustentar a perda do meu mandato, tampouco elementos que embasem qualquer condenação. Esse relatório trouxe à luz uma verdade elementar do Estado de Direito: não se cassa um mandato sem provas”, escreveu.

A parlamentar citou o resultado da votação em plenário, quando a cassação não alcançou os 257 votos necessários e foi arquivada. Segundo ela, a decisão confirma que “não havia fundamento jurídico legítimo para suprimir um mandato conferido por quase um milhão de brasileiros”. 

Em seguida, a parlamentar criticou a decisão do STF que anulou o entendimento da Câmara, determinando a perda do mandato.

“É diante desse quadro, e não por medo, fraqueza ou desistência, que comunico, de forma pública e solene, minha renúncia ao mandato parlamentar, para que fique registrado que um mandato legitimado por quase um milhão de votos foi interrompido apesar do reconhecimento formal, por esta Casa, da inexistência de provas para sua cassação”.

E seguiu: “Este gesto não é rendição. É registro histórico. É a afirmação de que mandatos passam; princípios permanecem. A democracia não se resume às urnas; ela vive no respeito às instituições e na coragem de registrar a verdade."

Se dirigindo aos eleitores, ela finalizou declarando que “ideias não se cassam” e que a “vontade popular não se apaga”.

“Dirijo-me, por fim, ao povo brasileiro. Aos meus eleitores, afirmo: a verdade foi dita, a história foi escrita e a consciência permanece livre. Ideias não se cassam. Convicções não se prendem. A vontade popular não se apaga. A história registra: mandatos podem ser interrompidos; a vontade popular, jamais. Eu sigo viva, a verdade permanece, e o Brasil continuará a ouvir minha voz”, finalizou.

Classificação Indicativa: Livre

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